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    porto velho, terça-feira 23 de junho de 2026

Polícia Federal mira banco Digimais, de Edir Macedo, e bloqueia até R$ 670 milhões

Operação Miragem apura suspeita de fraude contábil no banco; Justiça também autorizou quebra de sigilos bancário e fiscal dos investigados


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Publicada em: 23/06/2026 09:55:19 - Atualizado


A Polícia Federal fez nesta terça-feira (23), em São Paulo, uma operação contra suspeitas de fraudes na gestão do Banco Digimais, instituição financeira controlada pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus. A Justiça Federal autorizou o bloqueio e o sequestro de até R$ 670 milhões em bens e valores dos investigados. Também permitiu a quebra dos sigilos bancário e fiscal e expediu nove mandados de busca e apreensão. Mais de 50 policiais federais participam da ação.

A operação foi batizada de Miragem. A investigação apura suspeitas de crimes contra o Sistema Financeiro Nacional. Segundo a PF, relatórios do Banco Central indicaram que investigados teriam alterado balanços e registros enviados a órgãos de controle para esconder a real situação financeira do banco. A suspeita é que os documentos tenham sido manipulados para fazer a instituição parecer mais sólida do que estava. Com isso, segundo a apuração, o banco poderia manter operações consideradas irregulares.

Edir Macedo foi incluído no pedido de bloqueio de bens e na quebra de sigilos bancário e fiscal. Ele não foi alvo de mandado de busca porque mora fora do Brasil.

O iG procurou o Banco Digimais e aguarda retorno. A reportagem não conseguiu localizar contato da assessoria de Edir Macedo. O espaço segue aberto para manifestação dele, do banco e dos demais citados desta matéria. Caso haja posicionamento, o texto será atualizado.

O que a PF apura no Digimais

A PF investiga três frentes principais: gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e operações de crédito proibidas pela legislação.


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