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    porto velho, terça-feira 23 de junho de 2026

El Niño ameaça produção global de açúcar e pode ampliar protagonismo do Brasil

Fenômeno climático preocupa grandes produtores do Hemisfério Norte, enquanto safra brasileira de cana deve alcançar 635 milhões de toneladas em 2026/27


uol

Publicada em: 23/06/2026 10:24:45 - Atualizado

Após um período de pressão provocado pelo aumento da oferta mundial, os preços do açúcar podem voltar a ganhar sustentação no mercado internacional. O motivo está nas crescentes preocupações com o avanço do El Niño e seus possíveis efeitos sobre a produção da commodity nos principais países produtores.

De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, embora o Brasil, maior produtor e exportador global de açúcar, deva atravessar o fenômeno climático com impactos relativamente moderados, importantes países do Hemisfério Norte podem enfrentar um cenário mais seco nos próximos meses. Dessa forma, aumentam os riscos para a produtividade agrícola e para a disponibilidade de açúcar na próxima safra.

No caso brasileiro, a consultoria destaca que a cana-de-açúcar já ultrapassou sua principal fase de desenvolvimento para a safra 2026/27. Além disso, os efeitos mais significativos do El Niño tendem a se concentrar na região Sul do país, área que possui participação limitada na produção nacional da cultura.

Por outro lado, a Hedgepoint observa que um clima mais chuvoso, caso avance além do Centro-Sul, pode desacelerar o ritmo de moagem. Ainda assim, a avaliação para o setor segue positiva. A expectativa é que a produção brasileira de cana supere 600 milhões de toneladas pelo quarto ciclo consecutivo. Para a safra 2026/27, a estimativa alcança cerca de 635 milhões de toneladas.


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