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    porto velho, terça-feira 14 de julho de 2026

Campanha de Flávio vê interferência do STF na eleição presidencial após decisão de Moraes

Aliados do senador afirmam que decisões recentes do STF coincidem com sinais de recuperação nas pesquisas, que ainda indicam vantagem de Lula no segundo turno


cnn

Publicada em: 13/07/2026 16:23:58 - Atualizado

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) avalia que decisões recentes do STF (Supremo Tribunal Federal) representam uma interferência no cenário eleitoral justamente quando o senador começa a apresentar sinais de recuperação nas pesquisas de intenção de voto.

Na avaliação de integrantes da campanha, a decisão do ministro Alexandre de Moraes de proibir visitas de Flávio ao ex-presidente Jair Bolsonaro deve ser analisada em conjunto com a medida adotada, na semana passada, pelo ministro Flávio Dino, que determinou o bloqueio de bens do presidente do PL (Partido Liberal), Valdemar Costa Neto, em investigação sobre a destinação de emendas parlamentares.

Segundo aliados, as decisões ocorreram em um momento em que levantamentos passaram a indicar redução da vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em cenários de segundo turno.

Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira mostra Lula com 47% das intenções de voto, contra 44% de Flávio, uma diferença de três pontos percentuais. No levantamento anterior, realizado após a repercussão do caso Dark Horse, a distância era de seis pontos (49% a 43%).

De acordo com fontes da campanha, pesquisas internas apontam um cenário de empate técnico, com Flávio numericamente à frente de Lula por um ponto percentual.

Pesquisadores ouvidos pela CNN, contudo, afirmam que os levantamentos disponíveis ainda mostram vantagem de Lula, variando entre três e seis pontos nos cenários de segundo turno.

Apesar disso, aliados consideram que os dados representam o primeiro sinal de recuperação do senador após cerca de dois meses marcados por desgastes políticos.

A campanha atribui a melhora a uma estratégia de maior exposição do candidato em temas considerados prioritários para o eleitorado, como segurança pública. Em junho, Flávio lançou o plano "Brasil sem Medo", voltado ao combate à criminalidade. A próxima etapa da campanha deve priorizar propostas relacionadas ao custo de vida e críticas ao governo Lula.

Nos bastidores, integrantes da campanha listam quatro episódios que marcaram o período recente: o caso Dark Horse, envolvendo pedido de recursos ao banqueiro Daniel Vorcaro para um filme sobre Jair Bolsonaro; a divulgação de pesquisa da AtlasIntel que apontou queda de Flávio após o episódio e a contestação do levantamento junto ao TSE; declarações misóginas do aliado Paulo Figueiredo; e o vídeo de Michelle Bolsonaro criticando a campanha, seguido de sua saída do PL.

A avaliação interna é de que Lula não conseguiu ampliar a vantagem durante esse período de desgaste e que Flávio iniciou uma recuperação nas pesquisas. Aliados também consideram superada a crise envolvendo Michelle Bolsonaro, especialmente após a divulgação de uma carta de Jair Bolsonaro, lida por Flávio no sábado, em que o ex-presidente defende a união da direita em torno da candidatura do filho.


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