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porto velho, sábado 15 de agosto de 2026

Autoridades informaram ao PL (Partido Liberal) que o nome identificado como autor da filiação de Flávio Bolsonaro ao Missão é um filiado com função diretiva na legenda, apurou a CNN com fontes diretamente ligadas ao caso.
O nome já foi encaminhado à PF (Polícia Federal) e à PGR (Procuradoria-Geral da República) para que a investigação tenha andamento. Também foram identificados o local do acesso, o log e o horário.
O crime apontado é o de inserção de dados falsos em sistema de informações, previsto no artigo 313-A do Código Penal, com pena de reclusão de 2 a 12 anos, além de multa.
A dúvida das autoridades é se foi de fato essa pessoa investigada que cadastrou Flávio diretamente no sistema ou se os dados dela é que foram usados para o acesso.
A sigla afirmou ainda que o gabinete do senador foi informado da fraude.
O partido acrescentou que "já está adotando todas as providências cabíveis junto à Polícia Federal e ao TSE, a fim de que os responsáveis pelo crime e pela fraude sejam identificados e exemplarmente punidos". Segundo a nota, "um relatório com todos os logs, e-mails e IPs será disponibilizado para a imprensa e autoridades".
A legenda diz ainda que não é de seu interesse "acolher em seus quadros um parlamentar que, para além do desalinhamento ideológico, figura em acusações e suspeitas de envolvimento em esquemas de corrupção".
"O Partido Missão reafirma que não compactua com filiações de natureza fraudulenta e repudia veementemente episódios dessa natureza. Colocamo-nos à disposição das autoridades competentes para a completa apuração dos fatos", conclui.