• Fundado em 11/10/2001

    porto velho, terça-feira 25 de agosto de 2026

Marcola pode se tornar um novo Mauro Cid e caso preocupa o entorno de Lula

De acordo com a publicação, a lobista Roberta Luchsinger, apontada como parceira de negócios de Lulinha, teria arcado com despesas pessoais de Marcola


veja

Publicada em: 24/08/2026 17:09:03 - Atualizado


O ex-chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, está no centro de uma investigação da Polícia Federal sobre suspeitas de tráfico de influência. Segundo a revista VEJA, o caso tem provocado preocupação dentro do Palácio do Planalto, especialmente diante da possibilidade de que o ex-assessor possa, futuramente, colaborar com as autoridades.

De acordo com a publicação, a lobista Roberta Luchsinger, apontada como parceira de negócios de Lulinha, teria arcado com despesas pessoais de Marcola durante o período em que ele ocupava uma posição de confiança no gabinete presidencial. Entre os pagamentos mencionados estão fatura de cartão de crédito, consórcio, financiamento de veículo e até joias.

Marcola teria justificado os pagamentos como um empréstimo solicitado em razão de dificuldades financeiras. A reportagem, porém, afirma que o perfil das despesas levantou questionamentos entre investigadores, principalmente porque os pagamentos teriam ocorrido após o início das investigações da Polícia Federal.

Apesar do desgaste provocado pelo episódio, Lula teria mantido uma postura de defesa do ex-assessor. Marcola acabou deixando a função que exercia na campanha de reeleição, mas, segundo a VEJA, o presidente teria conhecimento de que ele detinha informações sobre assuntos pessoais e rotinas do chefe do Executivo.

É justamente esse ponto que estaria alimentando a comparação com o tenente-coronel Mauro Cid. Ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, Cid tornou-se colaborador da Justiça após mudar sua estratégia de defesa e firmar acordo de colaboração premiada no âmbito das investigações relacionadas à tentativa de golpe de Estado.

No caso de Marcola, a preocupação relatada pela revista é que um eventual afastamento político ou abandono poderia levá-lo a adotar uma postura semelhante e passar a colaborar com investigadores, trazendo novas informações capazes de ampliar o alcance das apurações.

A comparação, portanto, não significa que Marcola tenha firmado qualquer acordo de colaboração, mas representa uma preocupação atribuída a integrantes do entorno presidencial diante das investigações e das informações que o ex-assessor poderia eventualmente fornecer às autoridades.


Fale conosco