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porto velho, segunda-feira 24 de agosto de 2026

PORTO VELHO - RO - Pouco mais de um ano depois, a Caminhada Brasil Esperança termina distante do objetivo que motivou sua criação, o que deveria representar a união da esquerda rondoniense acabou se transformando em fragmentação, conflitos internos e três candidaturas ao Governo do Estado.
A articulação reuniu PT, MDB, PSB, PV, Cidadania, Rede e PSOL em eventos realizados no interior, incluindo Ji-Paraná e Vilhena, com a proposta de construir um bloco capaz de recuperar a força da esquerda no estado.
A estratégia também tinha como um dos principais objetivos garantir a reeleição de Confúcio Moura ao Senado e construir uma candidatura única ao Governo, capaz de concentrar os votos e a militância dos partidos envolvidos.
Em um estado historicamente marcado por uma forte presença de forças conservadoras, a militância progressista se encontra reduzida, com um eleitorado estimado em aproximadamente um quarto dos votos.
A chegada de Expedito Neto ao PT provocou reações dentro da própria frente e foi recebida com resistência, principalmente pelo PSB. O partido acabou deixando a composição e lançou Samuel Costa como candidato ao Governo.
O MDB também seguiu caminho próprio. Confúcio Moura, que inicialmente era apontado como uma das principais peças da articulação, recuou da disputa ao perceber dificuldades para manter sua trajetória eleitoral vitoriosa, o partido, em vez de apoiar Expedito Neto, lançou Pedro Abib para disputar o Governo.
O resultado foi exatamente o oposto do que a Caminhada Brasil Esperança pretendia construir, três militâncias que, em tese, deveriam estar caminhando juntas passaram a disputar espaço entre si.
A consequência pode ser ainda maior do que uma derrota eleitoral, essa divisão pode acelerar o processo de desaparecimento da esquerda rondoniense, justamente no momento em que o campo progressista tentava reconstruir sua militância e recuperar espaço no eleitorado.
Dessa maneira, as projeções são mais ruins possíveis para a esquerda rondoniense.