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porto velho, sexta-feira 9 de outubro de 2026

Poucos dias depois de se tornar uma das novas apostas digitais da campanha de Lula, Ana Elisa Santos Silva (PT-MG) viu publicações antigas atribuídas a ela circularem nas redes.
Na quinta-feira (8), publicações antigas atribuídas a ela começaram a circular nas redes. Pouco depois, o perfil da deputada eleita no X foi desativado.
Ana Elisa nega ter escrito parte das mensagens e diz que vai acionar o TSE. Ela atribuiu a desativação do perfil às ameaças de morte que afirma ter recebido.
Aos 21 anos, Ana Elisa recebeu mais de 524 mil votos e foi a segunda deputada federal mais votada de Minas Gerais. Ficou atrás apenas de Nikolas Ferreira.
Com 3,2 milhões de seguidores no Instagram, foi chamada pelo PT para reforçar a campanha digital de Lula no segundo turno.
Nikolas Ferreira divulgou uma mensagem que seria de abril de 2026. Nela, a autora pergunta quando o Vaticano vai “PROIBIR padre de ter rede social”.

A ex-juíza Ludmila Lins Grilo publicou uma mensagem de janeiro de 2025 em que a autora diz não ver a hora de “Xandão”, apelido do ministro Alexandre de Moraes, bloquear Instagram, Facebook e WhatsApp.
Ludmila afirma que o post foi apagado logo após ela compartilhá-lo.

Outros perfis também espalharam capturas com defesa do aborto sem limite de semanas, um pedido para “queimar” a bancada evangélica e a frase “tô nem aí pra empreendedor”.

O Globo cita ainda uma mensagem com “odeio branco”.
A rádio Itatiaia procurou as publicações no perfil da deputada e não as encontrou.
Print, sozinho, não comprova autoria. Uma das mensagens, porém, pode ser conferida de forma independente.
No site archive.today uma cópia de um post do perfil @aanaelisast, guardada em 8 de outubro. A publicação é de 4 de abril de 2023 e traz Divinópolis como localização.
“lula para de fazer coisas boas para o Brasil, cadê o kit gay e o fechamento das igrejas?”, diz o texto.
O arquivo registra o que o X exibia naquele endereço no dia da cópia. Ou seja, a mensagem ainda estava no perfil dela quando a polêmica começou. Ela é diferente do post de 2022 sobre fechar igrejas, cuja autoria Ana Elisa nega.