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porto velho, sábado 10 de outubro de 2026

O Amazonas está em chamas, Manaus está sufocando sob uma densa camada de fumaça e até a NASA registrou do espaço a dimensão das queimadas. Mas, enquanto a crise ambiental se agrava, artistas e militantes se mobilizam nas ruas pela reeleição de Lula. A indignação que antes dominava discursos, músicas e campanhas políticas parece ter perdido a força quando o presidente passou a ser um aliado ideológico.
Os números são alarmantes. Segundo dados do INPE, os focos de calor no Amazonas dispararam 93,9% em relação ao mesmo período de 2025. A fumaça comprometeu a qualidade do ar, provocou alertas à população e levou à suspensão de aulas.
Onde está a mesma indignação que tomou conta do Brasil durante o governo Bolsonaro? Onde estão os discursos inflamados, as campanhas e a cobrança implacável pela preservação da Amazônia?
É essa hipocrisia que precisa ser escancarada. A indignação seletiva transforma uma tragédia ambiental em instrumento de conveniência política. Quando o adversário governa, a floresta vira símbolo de resistência. Quando o aliado está no poder, a cobrança perde intensidade.
Nunca foi pelo Amazonas. Nunca foi pelo povo indígena. Nunca foi pelo meio ambiente. Para essa militância de indignação seletiva, sempre foi pela ideologia.