Fundado em 11/10/2001
porto velho, sábado 6 de junho de 2026

BRASIL: A falta de doses de vacina contra a Covid-19 tem levado capitais brasileiras a suspender ou restringir a imunização da população — ou a anunciar a paralisação para os próximos dias.

Salvador, Campo Grande, Rio, Curitiba, Boa Vista e Fortaleza interromperam a aplicação da primeira dose da vacina contra Covid-19. Nessas cidades, a segunda dose está assegurada para quem já recebeu a primeira dose, seguindo recomendação do Ministério da Saúde.
Já Cuiabá, Macapá, São Luís e Florianópolis seguem a aplicação da primeira dose, mas para grupos mais restritos do que os definidos nos cronogramas originais (leia mais abaixo).
Na sexta (19), o Ministério da Saúde informou que decidiu mudar a estratégia da vacinação contra a Covid-19 para as novas doses da vacina, liberando o uso de todo o estoque sem a necessidade de reserva para a aplicação das segundas doses. Apesar da mudança no plano, a reportagem do G1 apurou que, até sábado (22), nenhuma das capitais em que a aplicação da primeira dose de vacina foi suspensa por falta de imunizante passou a usar as vacinas reservadas para a segunda etapa.
Na quarta (17), governadores se reuniram virtualmente com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. Na audiência, Pazuello disse que 230 milhões de doses de vacinas contra Covid-19 serão entregues aos estados até 31 de julho.
Antes da reunião com Pazuello, entidades representativas protestaram. A Confederação Nacional de Municípios (CNM) pediu a demissão do ministro em razão da suspensão de vacinação em cidades brasileiras. A Frente Nacional de Prefeitos questionou o Ministério da Saúde sobre a necessidade de um cronograma de imunização.
Questionado sobre as declarações das entidades, o Ministério da Saúde disse que tem trabalhado, junto com seus "dirigentes e corpo técnico", "diuturnamente para dar a melhor resposta à sociedade".