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    porto velho, sexta-feira 19 de junho de 2026

Pré-candidaturas de Abib e Netto patinam e as de HIldon, Fúria e Rogério polarizam em Rondônia

Enquanto MDB e PT tentam encontrar caminhos para fortalecer seus projetos, a disputa pelo Palácio Rio Madeira caminha para uma polarização cada vez mais evidente...


Redação

Publicada em: 19/06/2026 09:17:35 - Atualizado

PORTO VELHO - RO - O cenário da disputa pelo Governo de Rondônia em 2026 começa a apresentar sinais cada vez mais claros de fortalecimento de alguns grupos políticos e enfraquecimento de outros. Entre os projetos que ainda não conseguiram ganhar tração estão as pré-candidaturas de Pedro Abib (MDB) e Expedito Netto (PT), que enfrentam obstáculos distintos na tentativa de se consolidar junto ao eleitorado.

No MDB, a principal dificuldade está relacionada ao próprio partido. A legenda que teve papel decisivo na luta pela redemocratização do Brasil, enfrentando o regime militar e participando de importantes momentos da história política nacional, perdeu espaço e relevância no cenário rondoniense ao longo dos últimos anos.

A sigla, que já foi uma das mais influentes do estado, vive atualmente uma fase de fragilidade política e organizacional. Analistas avaliam que o MDB perdeu parte de sua capacidade de mobilização e de articulação, deixando de ocupar o protagonismo que marcou sua trajetória em Rondônia. O esvaziamento de lideranças e a redução da presença partidária nos principais debates estaduais também contribuíram para esse cenário.

Nesse contexto, Pedro Abib encontra dificuldades para transformar sua pré-candidatura em um projeto competitivo. Apesar de ser reconhecido pela atuação profissional e pelo discurso articulado, o pré-candidato ainda não conseguiu superar as limitações impostas pela atual realidade do partido.

Situação diferente, mas igualmente delicada, é vivida por Expedito Netto no PT. Ex-deputado federal, ele chegou à legenda com o respaldo da direção nacional petista e apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entretanto, sua entrada no partido não foi acompanhada por uma identificação natural com a militância histórica da sigla em Rondônia.

Nos bastidores, integrantes do partido reconhecem que a pré-candidatura não conseguiu gerar o entusiasmo esperado. Sem uma trajetória construída dentro do PT e carregando uma história política vinculada a outras correntes ideológicas, Expedito enfrenta resistência de setores da própria legenda.

Fontes ligadas ao partido afirmam que existe insatisfação entre militantes e dirigentes, que consideram insuficiente a mobilização em torno de seu nome. Também circulam informações de que setores petistas avaliam alternativas para a disputa estadual, incluindo a possibilidade de substituição da candidatura caso não haja avanço nos próximos meses.

Enquanto MDB e PT tentam encontrar caminhos para fortalecer seus projetos, a disputa pelo Palácio Rio Madeira caminha para uma polarização cada vez mais evidente entre três nomes que vêm ampliando espaço político no estado.

O prefeito de Cacoal, Adailton Fúria-PSD, o senador Marcos Rogério-PL e o ex-prefeito de Porto Velho Hildon Chaves-União Brasil - aparecem hoje como os principais protagonistas da corrida eleitoral.

Os três pré-candidatos mantêm agendas frequentes pelo interior, participam de eventos políticos e trabalham na construção de alianças. Com maior estrutura partidária, visibilidade e presença no debate público, acabam ocupando o espaço que outras candidaturas ainda não conseguiram preencher.

Embora o processo eleitoral esteja apenas começando, os movimentos observados até agora indicam que a disputa pelo Governo de Rondônia tende a se concentrar cada vez mais em torno desses três projetos, enquanto MDB e PT buscam meios para evitar que suas pré-candidaturas permaneçam à margem da polarização que se desenha no estado.


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