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porto velho, quarta-feira 8 de julho de 2026

PORTO VELHO – RO - Embora tenha lançado oficialmente pré-candidaturas próprias ao Governo de Rondônia e ao Senado, o MDB segue sem conseguir romper a condição de coadjuvante no cenário eleitoral de 2026. Passados os primeiros meses da pré-campanha, a legenda ainda não apresentou uma agenda política capaz de recolocá-la no centro do debate estadual, mantendo-se distante da movimentação protagonizada pelos principais adversários.
O partido oficializou o nome do professor e advogado Pedro Abib como pré-candidato ao Governo do Estado em evento realizado na sede da legenda, em Porto Velho, com a presença do senador Confúcio Moura, que fez um discurso de apoio ao novo projeto político. A solenidade, entretanto, foi marcada pela baixa mobilização, sem a presença de lideranças com mandato e com participação predominante de filiados e apoiadores do próprio partido.
Desde então, a pré-campanha pouco evoluiu. Sem, nominata forte, sem grandes agendas públicas, caravanas pelo interior ou articulações de impacto, o MDB permanece com baixa visibilidade política, alimentando avaliações de que a legenda ainda busca sair de um processo de esvaziamento iniciado nos últimos anos pelo ex-presidente Lúcio Mosquini.
Agora, um novo ingrediente surge nos bastidores. Fontes ouvidas pelo Rondonotícias afirmam que o senador Confúcio Moura, considerado um dos mais experientes estrategistas da política rondoniense, teria decidido concentrar sua atuação na própria caminhada rumo à reeleição ao Senado, reduzindo a participação conjunta com Pedro Abib durante a pré-campanha.
Assim, a tendência é que cada pré-candidato conduza sua estratégia de forma independente, ainda que permaneçam formalmente no mesmo projeto partidário. Até o momento, não houve confirmação pública do senador nem da direção estadual do MDB sobre eventual mudança na condução da campanha.
Nos bastidores, a leitura é que Confúcio pretende preservar seu capital político, não misturar ao de Abib e construir uma campanha mais personalizada, enquanto Pedro continuará tentando consolidar seu nome junto ao eleitorado, tarefa considerada difícil diante de ser um nome desconhecido, da ausência de estrutura partidária robusta e da forte polarização que domina o cenário estadual.
A possível separação de estratégias reforça a percepção de que o MDB ainda não encontrou uma fórmula para recuperar o protagonismo perdido em Rondônia. O partido, que durante décadas ocupou posições centrais na política estadual, chega à disputa de 2026 enfrentando dificuldades para mobilizar suas próprias lideranças, ampliar alianças e transformar suas pré-candidaturas em alternativas competitivas.
Enquanto outras legendas intensificam agendas pelo interior, ampliam alianças e disputam espaço no debate público, o MDB corre contra o tempo para evitar que suas candidaturas permaneçam restritas ao discurso interno da própria sigla. Se a caminhada realmente passar a ser individual, o desafio de retirar o partido do ostracismo político poderá se tornar ainda maior.