• Fundado em 11/10/2001

    porto velho, sexta-feira 10 de julho de 2026

Entidade protesta contra mudança da Praça João Nicoletti para Praça da Justiça

Integrantes da entidade defendem a preservação do nome da praça por considerar que ela homenageia um personagem importante da história de Porto Velho e da construção da capital...


Redação

Publicada em: 10/07/2026 14:23:28 - Atualizado

Foto: Rondonoticias

PORTO VELHO, RO - Apresentado pelo jornalista e advogado Arimar Souza de Sá, o programa A Voz do Povo desta sexta-feira (10/07) recebeu António Serpa, Ênio Melo, Celso Mendes e Heitor, representantes da Associação Cultural Rio Madeira. O principal tema da entrevista foi a proposta de alteração do nome da Praça João Nicoletti, assunto que vem mobilizando integrantes do movimento cultural de Porto Velho.

Durante o programa, os convidados manifestaram preocupação com a possível mudança da denominação do espaço público e defenderam a preservação do nome como forma de reconhecer pessoas que contribuíram para a formação e o desenvolvimento da capital.

Para os representantes da associação, alterar o nome da praça significa enfraquecer a memória histórica de Porto Velho e desconsiderar o legado de personagens que ajudaram a construir a identidade do município.

O historiador Celso Mendes afirmou que preservar nomes históricos também é preservar a própria trajetória da cidade. "Havia um embate muito forte entre essas correntes. Era uma disputa que dividia famílias, bairros e amizades. Foi um período muito intenso da história política de Porto Velho", relembrou ao contextualizar a importância da preservação da memória local.

Foto: Rondonoticias

Ao longo da entrevista, os convidados aproveitaram para recordar a formação da capital, relembrando bairros tradicionais como Caiari, Triângulo e Olaria, além de fatos que marcaram o desenvolvimento urbano e político de Porto Velho.

O presidente da Associação Cultural Rio Madeira, António Serpa, conhecido como Bazinho, destacou que a cidade mantém características culturais que precisam ser valorizadas e protegidas.

"Somos caboclos da beira do Madeira. Nossa relação com Porto Velho é muito intensa. Nossa cultura está presente na culinária, no boi-bumbá, nas serenatas, no carnaval e nesse jeito acolhedor que a cidade ainda conserva", afirmou.

Também participaram da discussão Ênio Melo e Heitor, que defenderam a preservação do patrimônio histórico e ressaltaram que conhecer a história da cidade é fundamental para fortalecer a identidade das futuras gerações.

Durante o debate, os convidados lembraram tradições como as serenatas, os antigos blocos carnavalescos, a atuação da Rádio Caiari e a importância da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré para a consolidação de Porto Velho, reforçando que preservar monumentos, espaços públicos e homenagens históricas é uma forma de manter viva a memória da capital rondoniense.


Fale conosco