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porto velho, quinta-feira 11 de junho de 2026

A Copa do Mundo começa nesta quinta-feira (11) sem uma seleção capaz de concentrar sozinha o favoritismo. Espanha, França, Argentina, Brasil, Inglaterra e Portugal aparecem entre as principais candidatas ao título, mas chegam ao torneio por caminhos diferentes e após preparações marcadas por resultados e preocupações distintas.
Os amistosos disputados nos últimos dias serviram como uma espécie de termômetro final antes da estreia. Em alguns casos, reforçaram a confiança. Em outros, expuseram dúvidas que seguirão acompanhando as seleções quando a bola começar a rolar nos Estados Unidos, México e Canadá.
A Espanha encerrou a preparação sem derrotas, mas com desempenhos diferentes nos dois amistosos disputados antes da Copa. Primeiro, empatou por 1 a 1 com o Iraque em uma partida de testes e observações da comissão técnica. Depois, respondeu com vitória sobre o Peru no último compromisso antes do Mundial.
A principal expectativa segue voltada para Lamine Yamal. Aos 18 anos, o atacante do Barcelona tornou-se o principal símbolo da renovação espanhola e chega ao torneio cercado por projeções que colocam a Espanha entre as favoritas ao título. Ao lado de nomes como Rodri, Pedri e Nico Williams, ele lidera uma seleção que tenta transformar o favoritismo teórico em resultado dentro de campo.
Os espanhóis estreiam contra Cabo Verde na segunda-feira (15), às 13h (horário de Brasília), no Mercedes-Benz Stadium em Atlanta, nos Estados Unidos, pelo Grupo H.
A preparação francesa foi marcada por resultados contrastantes. A equipe de Didier Deschamps venceu a Irlanda do Norte, mas acabou derrotada pela Costa do Marfim no penúltimo amistoso antes da Copa.
Os resultados não mudaram significativamente a percepção sobre a equipe. A França continua sendo vista como uma das seleções mais completas do torneio graças à profundidade do elenco e à quantidade de jogadores acostumados a disputar grandes decisões.
Kylian Mbappé segue como principal referência técnica, mas o grupo conta com diversas alternativas ofensivas e uma estrutura consolidada após anos de estabilidade sob o comando de Deschamps.
No Grupo I, na terça-feira (16), às 16h, França enfrenta Senegal no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A principal notícia da preparação argentina foi a recuperação de Lionel Messi. O camisa 10 foi preservado inicialmente, mas voltou a campo no amistoso contra a Islândia, disputado na terça-feira (9), participando da vitória por 3 a 0. Ele fez um gol de pênalti.
Antes disso, a equipe de Lionel Scaloni já havia derrotado Honduras por 2 a 0 sem seu principal jogador.
A Argentina também joga na terça-feira, às 22h, contra a Argélia, pelo Grupo J, no GEHA Field at Arrowhead Stadium, em Kansas City, nos Estados Unidos.Brasil perde Wesley e estreia sem Neymar
O Brasil utilizou os amistosos para acelerar a adaptação ao trabalho de Carlo Ancelotti. A Seleção realizou dois testes antes da Copa e buscou consolidar uma estrutura sem Neymar, que não estará disponível para a estreia diante do Marrocos.
O principal problema surgiu justamente na reta final da preparação. O lateral-direito Wesley sofreu uma lesão muscular e foi cortado da Copa do Mundo. Para seu lugar, Ancelotti convocou o volante Éderson, da Atalanta, alterando a composição original da lista.
A mudança acontece em um momento em que a Seleção tenta construir novas referências ofensivas. Vinicius Junior e Raphinha chegam ao torneio com a responsabilidade de liderar o ataque brasileiro em um ciclo que já não girou em torno de Neymar.
O Brasil estreia no Grupo C contra o Marrocos no sábado (13), no MetLife Stadium, às 19h.