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    porto velho, quinta-feira 12 de fevereiro de 2026

O Nascimento da Lenda: A Gênese da Banda do Vai-Quem-Quer

Era início de 1980 quando um grupo de jornalistas se reuniu no icônico Bar do Canto com um objetivo claro: fundar um bloco carnavalesco exclusivo para os profissionais da imprensa.


Redação

Publicada em: 12/02/2026 15:33:18 - Atualizado

Foto: Divulgação

PORTO VELHO, RO - Era início de 1980 quando um grupo de jornalistas se reuniu no icônico Bar do Canto com um objetivo claro: fundar um bloco carnavalesco exclusivo para os profissionais da imprensa. Assim nascia o Bloco da Imprensa, unindo jornalistas, radialistas e convidados em uma mistura vibrante de folia. O primeiro desfile foi um sucesso absoluto.

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Entre os convidados de honra, destacava-se uma figura folclórica: Manoel Mendonça, o "Manelão". Um "general sem patente" que, em vez de ordens, entendia tudo de alegria. Encantado com a energia dos jornalistas, Manelão anunciou, entre rodadas de cerveja e churrasco, que no ano seguinte criaria uma banda popular agregada ao bloco.

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A proposta estava lançada. Em uma nova reunião no Bar do Canto — localizado no cruzamento das ruas Carlos Gomes e Júlio de Castilho — os nomes começaram a surgir entre um gole e outro: Banda do Vai Quer ou Banda do Vai Quem Pode.

Após as discussões, o martelo foi batido. O nome Banda do Vai-Quem-Quer (uma variação da sugestão de Emil Gorayeb Filho) prevaleceu, e a agremiação começou a tomar forma até se tornar a mais amada e aguardada do Carnaval de rua de Porto Velho.

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O Bloco das Piranhas e o Legado de Manelão

Por sugestão do fotógrafo Rosinaldo Machado, o Bloco dos Jornalistas passou a ser chamado de Bloco das Piranhas. Durante 20 anos, este foi o único grupo autorizado pelo General Manelão a desfilar dentro das cordas da Banda.

O Bloco das Piranhas tornou-se um capítulo à parte na nossa história, tendo como "noiva" oficial o saudoso jornalista Sérgio Valente, que mais tarde foi substituído pelo radialista Carlos Terceiro (atualmente residente em Brasília).

Embora o Bloco das Piranhas não desfile mais — com seus fundadores hoje se autodenominando, com bom humor, como "Piranhas Aposentadas" — a Banda do Vai-Quem-Quer segue como a vedete imortal do nosso Carnaval. Hoje, a tradição continua viva sob o comando da "Princesa" Siça, a herdeira do legado de Manelão.


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