Fundado em 11/10/2001
porto velho, quinta-feira 12 de fevereiro de 2026

PORTO VELHO, RO - Era início de 1980 quando um grupo de jornalistas se reuniu no icônico Bar do Canto com um objetivo claro: fundar um bloco carnavalesco exclusivo para os profissionais da imprensa. Assim nascia o Bloco da Imprensa, unindo jornalistas, radialistas e convidados em uma mistura vibrante de folia. O primeiro desfile foi um sucesso absoluto.

Entre os convidados de honra, destacava-se uma figura folclórica: Manoel Mendonça, o "Manelão". Um "general sem patente" que, em vez de ordens, entendia tudo de alegria. Encantado com a energia dos jornalistas, Manelão anunciou, entre rodadas de cerveja e churrasco, que no ano seguinte criaria uma banda popular agregada ao bloco.

A proposta estava lançada. Em uma nova reunião no Bar do Canto — localizado no cruzamento das ruas Carlos Gomes e Júlio de Castilho — os nomes começaram a surgir entre um gole e outro: Banda do Vai Quer ou Banda do Vai Quem Pode.
Após as discussões, o martelo foi batido. O nome Banda do Vai-Quem-Quer (uma variação da sugestão de Emil Gorayeb Filho) prevaleceu, e a agremiação começou a tomar forma até se tornar a mais amada e aguardada do Carnaval de rua de Porto Velho.

O Bloco das Piranhas e o Legado de Manelão
Por sugestão do fotógrafo Rosinaldo Machado, o Bloco dos Jornalistas passou a ser chamado de Bloco das Piranhas. Durante 20 anos, este foi o único grupo autorizado pelo General Manelão a desfilar dentro das cordas da Banda.
O Bloco das Piranhas tornou-se um capítulo à parte na nossa história, tendo como "noiva" oficial o saudoso jornalista Sérgio Valente, que mais tarde foi substituído pelo radialista Carlos Terceiro (atualmente residente em Brasília).
Embora o Bloco das Piranhas não desfile mais — com seus fundadores hoje se autodenominando, com bom humor, como "Piranhas Aposentadas" — a Banda do Vai-Quem-Quer segue como a vedete imortal do nosso Carnaval. Hoje, a tradição continua viva sob o comando da "Princesa" Siça, a herdeira do legado de Manelão.