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porto velho, segunda-feira 18 de maio de 2026

A economia brasileira pode ter uma queda de 0,7% em março, segundo as estimativas do BC (Banco Central) divulgadas nesta segunda-feira (18), por meio da “prévia do PIB (Produto Interno Bruto)”. Entretanto, o indicador mostrou um avanço de 1,8% nos últimos 12 meses.
Os números fazem parte do IBC-Br (Índice de Atividade Econômica), conhecido por antecipar os números do PIB — a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. No entanto, o resultado oficial só será divulgado em 29 de maio, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Desde o ano passado, o BC divulga as variações do IBC-Br por setor da economia. Em março, por exemplo, todos os segmentos registraram queda. O maior impacto foi no setor de serviços, que recuou 0,8%. Na sequência, aparecem a agropecuária e a indústria, com variações de 0,2% em cada.
Ainda segundo o BC, o indicador teve crescimento de 1,3% na comparação com o trimestre encerrado em dezembro de 2025. A pesquisa mostra, ainda, que, sem a agropecuária, o indicador recuou 0,9% no mês.
Os dados do IBC-Br são coletados de uma base similar à do IBGE. O índice do Banco Central mostra o nível de atividade dos setores da economia — agropecuária, indústria, comércio e serviços — e do volume de impostos arrecadados no país.
O índice também apresenta detalhes sobre a evolução da atividade econômica e ajuda o BC a tomar decisões sobre a Selic — a taxa básica de juros no Brasil, definida atualmente em 14,5% ao ano.
A Selic é o principal meio para a instituição financeira garantir o alcance da meta definida para a inflação. Quando o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central aumenta a taxa básica de juros, por exemplo, a finalidade é conter uma demanda aquecida.
A medida causa reflexos nos preços, faz o crédito encarecer e estimula a poupança por parte da população. Contudo, ao mesmo tempo em que taxas de juros mais altas ajudam a reduzir a inflação, elas podem dificultar a expansão da economia.