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porto velho, quinta-feira 3 de abril de 2025
A batalha judicial entre o rapper Emicida e seu irmão, Evandro Fióti, ganhou novos desdobramentos nesta terça-feira (1º/4). O artista acusa o ex-sócio e ex-empresário de desviar mais de R$ 6 milhões da Laboratório Fantasma, empresa que ambos administraram por 16 anos.
O rompimento da parceria teria sido motivado por movimentações financeiras irregulares que, segundo Emicida, ocorreram entre junho de 2024 e fevereiro de 2025. Em março, o rapper foi processado pelo irmão após revogar a procuração que lhe permitia acessar as contas bancárias da empresa. As informações são do colunista Leo Dias.
Movimentações suspeitas
Segundo as apurações, Emicida retirou o acesso do irmão às contas da Laboratório Fantasma depois de identificar transferências atípicas no início de 2025, totalizando R$ 2 milhões. Uma análise detalhada dos extratos bancários de 2024 revelou outros R$ 4 milhões em transferências sem justificativa aparente.
Esses valores teriam sido movimentados de contas da empresa para uma conta pessoal de Fióti, com os primeiros registros ocorrendo em 3 de junho de 2024. Na data, teriam sido realizadas duas transferências de R$ 250 mil cada. No dia seguinte, outras duas movimentações no mesmo valor foram identificadas.
Novas transações foram registradas em 26, 27 e 28 de junho, além de 1º e 2 de julho de 2024, 22 de janeiro de 2025 e 4 e 5 de fevereiro. Somando todas as transferências, o montante supostamente desviado chega a R$ 6 milhões.
Posicionamento de Fióti
A defesa de Evandro Fióti alega que os valores movimentados em 2025 faziam parte da divisão de lucros entre os irmãos e que tal acordo já havia sido firmado anteriormente. Segundo seus advogados, transferências também foram feitas para a conta pessoal de Emicida.
Essas transações teriam ocorrido em 7, 13, 18 e 20 de fevereiro, cada uma no valor de R$ 500 mil, totalizando R$ 2 milhões. Apesar de justificar as movimentações de 2025, a defesa de Fióti não apresentou explicações sobre os R$ 4 milhões movimentados entre junho e julho de 2024.
A crise entre os irmãos teve início em novembro de 2024, quando Emicida solicitou a saída de Fióti do quadro societário da empresa. No mês seguinte, um acordo foi assinado para oficializar o desligamento. No entanto, Fióti afirma que os termos não foram cumpridos, levando a disputa para a esfera judicial.