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    porto velho, terça-feira 3 de fevereiro de 2026

Thayane Smith nega assédio no Pico Paraná e relata intimidade: "Levei 8 camisinhas"

Em novo vídeo, jovem diz que dormiu nua ao lado de Roberto por causa do frio, afirma que impôs limites e sustenta que não houve violência ou abuso


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Publicada em: 03/02/2026 10:17:17 - Atualizado


Thayane Smith afirmou que levou um pacote com oito camisinhas ao Pico Paraná na virada do ano, revelação feita em um novo pronunciamento publicado no domingo (01) em seu perfil no Instagram.

O detalhe inusitado integra um relato mais longo sobre a trilha em que Roberto Farias Thomaz se perdeu e ficou cinco dias desaparecido.

No vídeo, Thayane diz que havia expectativa de intimidade consensual durante o acampamento, mas afirma que nada ocorreu, nega qualquer tipo de assédio e sustenta que a decisão de seguir sozinha na descida foi motivada por exaustão, falta de água e risco à própria integridade física.

Itens levados, preparo desigual e frustração

Ao reconstruir o planejamento da subida, Thayane afirma que levou barraca, colchonete, alimentos enlatados e um pacote com oito camisinhas, enquanto Roberto teria levado itens considerados por ela insuficientes para a trilha, como biscoitos, salgadinhos e um chocotone.

No vídeo, ela diz que o contraste no preparo foi decisivo para sua percepção de insegurança ao longo do percurso.

“Eu levei coisas mais apropriadas para um acampamento. Ele só queria levar biscoitinho e salgadinho”, afirma.

Segundo Thayane, a expectativa inicial era de viver uma experiência de aventura com possibilidade de intimidade consensual, hipótese que diz ter sido frustrada ainda durante a subida.

Ela relata que, mesmo após se trocar na frente do companheiro por causa das roupas molhadas, não houve clima para envolvimento.

“Em nenhum momento ele chegou com safadeza pra cima de mim. Não tentou me atiçar, nem nada”, afirma.

A jovem também rejeita interpretações de que teria havido violência sexual.

“Ele não me tocou, não tentou me estuprar, não tentou nada forçado comigo”, diz no vídeo.

Noite no acampamento e separação na descida

Outro trecho central do relato é a noite passada no Acampamento 1, marcada por chuva intensa, frio e cansaço extremo.

Thayane afirma que os dois dormiram próximos apenas para se aquecer, após ela impor limites claros.

“No máximo, põe a sua mão só na minha cintura”, relata ter dito, acrescentando que a orientação foi respeitada.

Sobre o momento da descida, Thayane afirma que Roberto apresentou sinais de mal-estar, incluindo vômitos, mas não pediu ajuda diretamente. Ela diz ter avisado outros trilheiros ao perceber a situação.

“Eu voltei e falei: ‘O Roberto tá passando mal lá atrás’”, afirma. Segundo ela, após conversa com terceiros, ele decidiu continuar.

A jovem sustenta que, ao perceber que estava sem água e sem alimento, optou por seguir adiante para preservar a própria vida. “O que passou na minha mente foi: eu vou me salvar”, afirma.

Thayane diz que aguardou no acampamento por mais de uma hora, dormiu no local e só decidiu descer após outros montanhistas alertarem que Roberto provavelmente havia se perdido.

No pronunciamento, ela também explica por que estava com documentos e objetos pessoais do companheiro ao chegar à base.


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