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porto velho, quarta-feira 4 de março de 2026

Abel Fereira preferiu não comentar diretamente a demissão de Filipe Luís no Flamengo, mas, durante a coletiva antes da final do Paulistão, realizada na sede da Federação Paulista de Futebol (FPF), o treinador fez uma longa reflexão sobre a carreira de treinador no Brasil.
"O Brasil não é para amadores. Há coisas que são culturais, e ainda bem que nós não somos todos iguais, não temos que pensar o mesmo. (...) Se eu ganhei duas Libertadores, sou o melhor do mundo, mas se fiquei duas vezes em segundo, ou não ganhei nenhum título, sou o pior. Será que é assim que as coisas funcionam? À luz de um comentador, jornalista, de um torcedor eu até posso aceitar. Mas de um dirigente?", disse.
"Queremos transformar o futebol em uma ciência. Porque eu gasto mais, invisto mais, vou ganhar. A magia do futebol é exatamente essa incerteza. Perceber que vão Palmeiras e Novorizontino à final [do Paulistão], e ninguém sabe o que vai acontecer. Eu sei o que eu quero, e sei o que o Enderson [Moreira] quer. Mas o que vai acontecer, eu não sei. Mas não é assim que funciona."
A menção a dirigentes não é por acaso. Na madrugada de ontem, o agora ex-comandante Rubro-Negro foi demitido em uma decisão que unilateral de Luiz Eduardo Baptista, o Bap, horas depois da goleada por 8 a 0 contra o Madureira.
Na visão do palmeirense, a visão da diretoria do Verdão é responsável pela sua permanência. Hoje, ele é o treinador mais longevo do país da atualidade, e o 5º na história do futebol brasileiro, atrás apenas de Amadeu Teixeira (América-RJ), Lula (Santos), Henry Welfare (Vasco) e Flávio Costa (Flamengo).