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porto velho, sexta-feira 19 de junho de 2026

A Justiça de São Paulo aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e tornou ré a advogada e influenciadora Deolane Bezerra por associação a organização criminosa e lavagem de dinheiro da facção Primeiro Comando da Capital (PCC).
A decisão foi do juiz Deyvison Heberth dos Reis, da 3ª vara de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. Ela está presa preventivamente desde o dia 21 de maio.
Além de Deolane, também foram denunciados Marco Willians Herbas Camacho (Marcola), seu irmão Alejandro Juvenal Herbas Camacho Junior, seus sobrinhos Paloma Sanches Herbas Camacho e Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho e Everton de Souza.
No dia 22 de maio, a defesa da influenciadora pediu a revogação da prisão preventiva e a conversão para prisão domiciliar. O principal argumento utilizado foi o fato de ela ser mãe e única responsável pelos cuidados de sua filha menor de idade.
O pedido foi negado e o Ministério Público reforçou que a prisão domiciliar não é oferecida nos casos de organização criminosa que opera mediante violência.
Segundo o Ministério Público, todos os denunciados, a partir de 2018, em local incerto e com atuação em Presidente Venceslau, município que fica no extremo oeste de São Paulo, constituíram e integraram a organização criminosa voltada à prática de crimes de lavagem de capitais, vinculada às atividades ilícitas do Primeiro Comando da Capital (PCC). Ainda de acordo com a denúncia, eles ocultaram e dissimularam a origem e a p ropriedade de valores provenientes, direta ou indiretamente, de infrações penais antecedentes relacionadas à organização criminosa e ao tráfico de drogas.
Segundo o documento analisado pela reportagem do iG, Deolane recebeu valores ilícitos provenientes da Transportadora Lado a Lado, operada em benefício do PCC.
No dia 6 de outubro de 2020, Deolane recebeu R$ 29 mil da transportadora.