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porto velho, terça-feira 24 de março de 2026

BRASIL: O Conselho Curador do FGTS (Fundo de Garantia de Tempo de Serviço) aprovou em reunião nesta terça-feira (24) o aumento no limite de renda das famílias para as quatro faixas do programa Minha Casa, Minha Vida e do valor dos imóveis para as faixas 3 e 4.
A proposta, encaminhada pelo Ministério das Cidades, teve aprovação unânime e prevê reajuste em todas as faixas de renda familiar bruta mensal para financiar imóveis pelo programa.
E o limite de valor dos imóveis para as faixas 3 e 4 também teve reajuste. As faixas 1 e 2 já haviam sido alteradas em novembro de 2025.
A estimativa é que 87,5 mil famílias sejam beneficiadas com a mudança. A medida entrará em vigor após publicação no Diário Oficial da União.
Para as faixas de renda familiar mensal
No programa, as faixas 1, 2 e 3 recebem subsídios do governo e juros mais baixos. Já a faixa 4, que é focada na classe média, tem condições especiais de financiamento, sem subsídio direto, mas com juros reduzidos e maior teto de valor de imóveis.
O valor máximo do imóvel depende da faixa de renda e do porte da cidade:
Faixas 1 e 2
Faixa 3
Faixa 4
Para este ano, a meta do governo para o Minha Casa, Minha Vida é alcançar 3 milhões de unidades contratadas, o que reforça a demanda com a garantia de orçamento do FGTS.
O programa foi responsável por metade dos lançamentos do ano passado, o que impulsionou aumento de 10,6% do setor em 2025, com 453.005 unidades lançadas e valor geral de lançamento de R$ 292,3 bilhões, o maior índice da série histórica.
A mudança no teto dos valores da renda familiar é uma demanda do setor imobiliário. A projeção para este ano é de desempenho superior em relação a 2025, com a queda da taxa Selic, melhora das condições de crédito e orçamento recorde para habitação financiada pelo FGTS.