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porto velho, segunda-feira 1 de junho de 2026

RONDÔNIA - O ex-delegado da Polícia Civil Tadeu Goes Aragão foi condenado a 45 anos de prisão pelos crimes de homicídio e tentativa de homicídio cometidos na Reserva Extrativista Jaci-Paraná, em Porto Velho. A sentença reconheceu a responsabilidade do réu em um ataque que teve como vítimas três irmãos e um adolescente.
De acordo com as investigações e a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o crime teria sido motivado pela instalação de uma porteira na propriedade das vítimas. A estrutura foi construída para dificultar a entrada de invasores na área protegida e acabou restringindo o acesso utilizado pelo ex-delegado para chegar a terras que ocupava dentro da reserva.
Segundo os autos, no dia do crime, Tadeu Goes Aragão teria alterado as placas do veículo antes de seguir até o local. Ao chegar, conversou com as vítimas, que não demonstraram resistência à sua passagem. Testemunhas relataram que um dos irmãos chegou a informar que abriria a porteira.
Mesmo sem registro de discussão, o acusado sacou uma arma e efetuou disparos contra o grupo. O ataque resultou na morte de parte das vítimas e deixou um sobrevivente, que prestou depoimento às autoridades.
A Reserva Extrativista Jaci-Paraná é uma área de proteção ambiental localizada em Porto Velho e tem sido alvo de conflitos relacionados à ocupação irregular de terras. O caso teve grande repercussão em Rondônia e agora culmina com a condenação do ex-delegado a 45 anos de reclusão.