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    porto velho, quinta-feira 16 de julho de 2026

Assembleia Legislativa de RO exonera secretário-geral preso na Operação Reduto

Rogério Gago da Silva deixou o cargo após ser preso preventivamente na operação que apura suposto esquema de fraude em licitações, desvio de recursos públicos e "rachadinha" em ...


Redação

Publicada em: 16/07/2026 16:23:17 - Atualizado

Foto: Reprodução

PORTO VELHO, RO - A Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero) exonerou o secretário-geral Rogério Gago da Silva, preso preventivamente durante a Operação Reduto, deflagrada pela Polícia Federal para investigar um suposto esquema de fraude em licitações, desvio de recursos públicos e prática de "rachadinha" no estado.

A exoneração foi publicada no Diário Oficial da Assembleia desta quarta-feira (15), por meio de ato assinado pelo presidente da Casa, deputado estadual Alex Redano (Republicanos). O documento também traz outras exonerações e nomeações na estrutura administrativa do Legislativo.

Até o momento, a Alero não informou se as mudanças administrativas têm relação direta com a Operação Reduto.

A investigação da Polícia Federal resultou no afastamento de 11 servidores da Assembleia Legislativa, na prisão preventiva de dois investigados e no bloqueio de até R$ 9 milhões em bens e ativos financeiros.

Entre os alvos da operação está o presidente da Assembleia, Alex Redano, que teve o gabinete, a Secretaria-Geral da Presidência, um apartamento em Porto Velho e uma residência em Ariquemes alvo de mandados de busca e apreensão.

Segundo a Polícia Federal, as investigações tiveram início em 2024 após relatórios do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontarem movimentações consideradas atípicas envolvendo uma empresa de Manaus contratada pelo poder público em Rondônia.

As apurações indicam que o grupo investigado teria atuado em duas frentes: uma voltada ao direcionamento de licitações e contratos públicos em Ariquemes e outra relacionada ao suposto desvio de recursos públicos por meio de contas de servidores comissionados da Assembleia Legislativa, prática conhecida como "rachadinha".

Além das prisões e dos afastamentos, a Justiça determinou o bloqueio de bens, ativos financeiros e criptoativos dos investigados até o limite de R$ 9 milhões. Durante a operação, também foram apreendidos valores em dinheiro em espécie na cidade de Manaus.

Em nota, a Assembleia Legislativa informou que acompanha a investigação e permanece à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários, afirmando que mantém mecanismos de controle e fiscalização em seus processos administrativos. Até a última atualização, a defesa de Rogério Gago da Silva não havia se manifestado sobre o caso.


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