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    porto velho, quinta-feira 27 de agosto de 2026

Laudo aponta que estudante acusada de matar idoso entendia gravidade do crime

Perícia solicitada pela defesa concluiu que Vitória Caroline tinha capacidade de compreender que sua conduta era ilegal no momento do atropelamento...


Redação

Publicada em: 27/08/2026 17:09:32 - Atualizado

Vítima Odair Brustolin, de 68 anos, o momento da invasão da casa e atropelamento e Vitória Caroline Marangoni Schneider, de 29 anos. — Foto: Arquivo pessoal e print da tela

Um laudo psiquiátrico concluiu que Vitória Caroline Marangoni Schneider, estudante acusada de matar Odair Brustolin, de 68 anos, ao avançar com um carro contra a residência dele em Porto Velho, tinha capacidade de entender que sua conduta era ilegal no momento do crime. O laudo foi homologado nesta quarta-feira (26) no processo que tramita na 2ª Vara do Tribunal do Júri da capital.

A perícia havia sido determinada após pedido da defesa, que alegou a necessidade de avaliar o estado de saúde mental da estudante na ocasião do crime. O exame foi autorizado pela Justiça durante a audiência de custódia realizada após a prisão.

Segundo a conclusão pericial, Vitória tinha capacidade de compreender que o que fazia era errado. Os peritos também apontaram que ela reconhecia, ainda que de maneira parcial e fragmentada, a gravidade da conduta e suas consequências.

Vitória foi denunciada pelo Ministério Público de Rondônia (MPRO) por homicídio qualificado pela morte de Odair e por duas tentativas de homicídio qualificado contra familiares dele.

O crime aconteceu em 1º de julho. Conforme a acusação, a estudante havia batido o próprio veículo no portão do condomínio onde morava e discutia com moradores quando Odair se aproximou e disse “vixe”.

A denúncia relata que, posteriormente, Vitória foi até a residência do idoso, fez ameaças e arremessou garrafas contra o imóvel. Minutos depois, teria retornado de carro e exigido que Odair e seus familiares se ajoelhassem e pedissem desculpas.

Odair teria explicado que não conseguia se ajoelhar por problemas físicos nos joelhos. Segundo a denúncia, Vitória respondeu: “Não vai? Então toma.”

Na sequência, ainda conforme a acusação, ela entrou no veículo, deu marcha à ré para ganhar distância e avançou contra a residência. O carro arrombou o portão e atingiu Odair, que foi prensado contra a parede de um banheiro localizado na área externa da casa.

Após o atropelamento, Vitória deixou o local e foi presa em flagrante horas depois pela Polícia Militar. Ela permanece presa enquanto aguarda o andamento do processo.

A defesa da estudante poderá recorrer e apresentar seus argumentos durante o processo. A responsabilidade criminal será definida pela Justiça.

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