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    porto velho, domingo 22 de março de 2026

Resultado primário tem maior superávit acumulado em relação ao PIB em 10 anos

Segundo as Estatísticas Fiscais do Banco Central, nos últimos 12 meses, o governo geral registrou superávit de R$ 230 bi, chegando a 2,48% PIB


cnn

Publicada em: 31/08/2022 15:51:21 - Atualizado

Dados divulgados nesta quarta-feira (31), pela nota de Estatísticas Fiscais do Banco Central do Brasil (BCB), o governo geral – governos federal, estadual e municipal – registrou um superávit acumulado de R$ 230 bilhões nos últimos doze meses, representando 2,48% do PIB.

Esse é o melhor resultado acumulado em doze meses, para um mês de julho, desde 2012, quando o superávit acumulado alcançou 2,53% do PIB. Na época, o valor acumulado era de R$ 108 bilhões.

Em julho de 2022, o setor público consolidado brasileiro registrou um superávit primário de R$ 20,4 bilhões, frente a um déficit de R$10,3 bilhões em julho de 2021. No Governo Central e nos governos regionais, houve superávits de R$20,0 bilhões e de R$1,8 bilhão, respectivamente. Enquanto nas empresas estatais, houve um déficit de R$1,3 bilhão no mês.

A Divida Bruta do Governo Geral (DBGG) caiu a 77,6% do PIB, chegando a R$ 7,2 trilhões em julho de 2022. A DBGG compreende os gastos do Governo Federal, INSS e governos estaduais e municipais. Esse é o menor patamar da divida desde março de 2020, quando foi declarada a pandemia da Covid-19 pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Com a redução de 0,4 pontos percentuais registradas no PIB, a dívida pública acumula uma queda de 2,7 p.p. do PIB, só em 2022. Segundo a nota do BC, a “evolução decorreu, principalmente, do efeito do crescimento do PIB nominal (redução de 0,9 p.p.), dos resgates líquidos de dívida (redução de 0,1 p.p.), e dos juros nominais apropriados (aumento de 0,6 p.p.).”.

Os juros nominais do setor público consolidado somaram R$ 42,9 bilhões em julho de 2022, comparados a R$45,1 bilhões em julho de 2021. No acumulado em doze meses até julho, os juros nominais somam R$586,4 bilhões (6,31% do PIB). Nos doze meses até julho de 2021, os juros somavam R$323,5 bilhões (3,94% do PIB).


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