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    porto velho, quinta-feira 5 de março de 2026

Prefeitura abre investigação após denúncia de violência obstétrica em hospital de RO

De acordo com o relato, o médico teria sido desrespeitoso durante o atendimento e chegou a ameaçar aplicar...


Redação

Publicada em: 05/03/2026 17:39:08 - Atualizado

Hospital Municipal Dr. Claudionor Couto Roriz — Foto: Prefeitura de Ji-Paraná

JI-PARANÁ, RO - A Secretaria Municipal de Saúde de Ji-Paraná abriu um procedimento interno para apurar a conduta de um médico denunciado por violência obstétrica durante atendimento a uma gestante no Hospital Municipal Dr. Claudionor Couto Roriz. A denúncia foi divulgada após a filha da paciente publicar um vídeo nas redes sociais relatando o ocorrido.

Segundo a jovem Elisângela Vitória, de 18 anos, sua mãe, Aparecida de Fátima, de 40 anos e grávida de nove meses, procurou atendimento na unidade hospitalar com fortes dores. De acordo com o relato, o médico teria sido desrespeitoso durante o atendimento e chegou a ameaçar aplicar um medicamento que poderia matar o bebê caso a gestante não se acalmasse.

A filha também afirmou que o profissional fez comentários considerados ofensivos e minimizou as dores da paciente, dizendo que ela estaria exagerando. 

Conforme o relato, o médico teria afirmado que até figuras religiosas sentiram dor durante o parto e que a paciente deveria suportar o mesmo, além de relacionar o desconforto à idade da gestante.

Horas depois do atendimento inicial, Aparecida teria apresentado queda de pressão e sinais de desmaio. Ao buscar novo atendimento, a filha relata que o médico voltou a se exaltar e repetiu a ameaça envolvendo a aplicação de uma injeção. Após o episódio, outro profissional passou a acompanhar a gestante.

O secretário municipal de Saúde, Cristiano Ramos, informou que já entrou em contato com o médico para ouvir sua versão. Segundo ele, o profissional afirmou que houve uma interpretação equivocada por parte da paciente.

A Secretaria de Saúde informou que todos os envolvidos serão ouvidos durante a apuração e reforçou que não tolera qualquer tipo de violência ou desrespeito no atendimento à população. Após a conclusão da investigação, a pasta deverá divulgar um posicionamento oficial sobre o caso.


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