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porto velho, sexta-feira 24 de abril de 2026

VILHENA, RO - Teve início na manhã desta sexta-feira (24) o julgamento do casal acusado de envolvimento na morte do dentista Clei Bagattini, assassinado a tiros dentro do próprio consultório, em Vilhena. Sentam no banco dos réus Raqueline Leme Machado e o namorado dela, Maikon Sega Araújo, apontados como participantes do crime ocorrido em julho de 2024.
De acordo com as investigações, o executor, identificado como Maicon Raimundo, se passou por paciente para se aproximar da vítima antes de efetuar os disparos. Ele permaneceu foragido por cerca de cinco meses e morreu durante confronto com a polícia na cidade de Colniza, no Mato Grosso.
O julgamento acontece no Fórum Desembargador Leal Fagundes e conta com um conselho de sentença formado por sete jurados, sendo cinco mulheres e dois homens. Ao longo do processo, cerca de 20 testemunhas devem ser ouvidas, incluindo duas de acusação, oito de defesa e outras dez comuns às duas partes.
Maikon Sega Araújo acompanhou o processo preso em unidade prisional, enquanto Raqueline Leme Machado responde em prisão domiciliar, sob monitoramento por tornozeleira eletrônica. A defesa dos acusados informou que só irá se manifestar após a decisão do júri.
As investigações apontam que o crime foi planejado. Informações reunidas pela Polícia Civil indicam que o autor dos disparos visitou a clínica em duas ocasiões antes do assassinato, primeiro para solicitar atendimento com o dentista e depois para confirmar a consulta.
Ainda segundo a polícia, os suspeitos teriam se reunido em uma chácara, onde organizaram um encontro para definir os detalhes finais da execução. Até o momento, não foi identificado quem teria encomendado o crime.