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    porto velho, quarta-feira 3 de junho de 2026

EUA propõem tarifa extra de 12,5% sobre Brasil por produtos ligados ao trabalho forçado

Nova recomendação do governo americano inclui o Brasil entre países acusados de falhar no combate à entrada de produtos ligados ao trabalho forçado


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Publicada em: 03/06/2026 09:37:26 - Atualizado


Após recomendar tarifa de 25% sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, o governo do presidente Donald Trump anunciou nesta quarta-feira (3) uma nova proposta que também atinge o Brasil. Desta vez, a medida prevê uma sobretaxa de 12,5% sobre produtos brasileiros vendidos ao mercado americano.

A nova proposta surgiu a partir de uma investigação separada da que levou à recomendação da tarifa de 25%. De acordo com o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos ( USTR), o Brasil está entre os países que não adotam medidas consideradas suficientes para impedir a entrada de produtos ligados ao trabalho forçado.

Além do Brasil, aparecem na lista países como: China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Austrália, Chile, Colômbia, Israel, Venezuela e Vietnã.

De acordo com o relatório, os 60 países investigados representam cerca de 99,4% das importações dos Estados Unidos e apresentam falhas, em diferentes níveis, no combate à comercialização de produtos ligados ao trabalho forçado.

"A falha de nossos parceiros comerciais mais importantes em combater a importação de bens produzidos com trabalho forçado é inaceitável. Isso cria uma dinâmica em que trabalhadores americanos são obrigados a competir globalmente em condições desiguais", afirmou o representante comercialJamieson Greer, epresentante comercial dos Estados Unidos

Segundo o USTR, produtos feitos com trabalho forçado costumam ser vendidos por preços mais baixos, o que acaba gerando uma vantagem para empresas que utilizam esse tipo de prática.

Brasil fica em grupo com tarifa maior

Após a investigação, o USTR sugeriu uma tarifa de 10% para países que já possuem algum tipo de restrição à importação de produtos relacionados ao trabalho forçado ou que assumiram compromissos formais com os Estados Unidos para adotar essas medidas.

Nesse grupo estão países como: Canadá, União Europeia, México, Indonésia, Paquistão e Equador, entre outros.

O Brasil ficou fora dessa categoria. Segundo o órgão americano, o país não possui mecanismos considerados suficientes para barrar esse tipo de produto e também não firmou acordos específicos com os Estados Unidos sobre o tema. Por isso, foi incluído no grupo que recebeu a proposta de tarifa de 12,5%.

Decisão ainda depende de Trump

A proposta ainda precisa passar por consulta pública antes de qualquer decisão. As contribuições podem ser enviadas até 6 de julho, e a audiência está prevista para ocorrer em 7 de julho, em Washington.

Depois disso, o presidente Donald Trump decidirá se a tarifa será mantida, alterada ou rejeitada.


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