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    porto velho, quinta-feira 16 de julho de 2026

EUA culpam presidente Lula por tarifas: "Colocou seu próprio ego à frente do povo brasileiro"

Washington oficializou a imposição de uma tarifa adicional de 25% sobre uma série de produtos brasileiros na noite de quarta-feira (15)


cnn

Publicada em: 16/07/2026 09:46:31 - Atualizado


O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, se posicionou nesta quinta-feira (16) sobre a nova tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros que entrará em vigor no próximo dia 22 de julho.

Os Estados Unidos oficializaram na noite de quarta-feira (15) a imposição da taxa sobre uma série de produtos brasileiros. A medida foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), comandado pelo embaixador Jamieson Greer, por determinação do presidente Donald Trump, e encerra uma investigação comercial que durou cerca de um ano.

Após o anúncio, em publicação no X, Rubio acusa o governo brasileiro como culpado pelas taxas impostas. "Não haja confusão sobre o motivo: o Presidente Lula e seu governo não negociaram com os EUA de boa-fé".

"Suas políticas econômicas são ruins para os americanos e ruins para os brasileiros. No último ano, Lula colocou seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço por isso", escreveu Rubio.

Já o Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, declarou que "as extensas negociações com o Brasil ao longo do último ano não resolveram essas questões, mas continuamos abertos a prosseguir com as negociações com o Brasil para promover as mudanças há muito necessárias nos problemas identificados nesta investigação".

Como mostrado pela CNN, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta quinta-feira que o dia 15 de julho "passará para a história das relações entre Brasil e EUA como um marco lastimável" na relação entre os dois países. Em nota, o Planalto também anunciou que usará instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade contra as novas cobranças impostas por Washington.

Segundo o documento, a tarifa será aplicada às mercadorias importadas ou retiradas de armazéns para consumo a partir da data de vigência. No entanto, haverá uma regra de transição: produtos que já estiverem embarcados antes de 22 de julho poderão ficar livres da sobretaxa, desde que ingressem nos Estados Unidos até 29 de julho.

De acordo com o USTR, a investigação concluiu que medidas brasileiras em seis áreas restringem os negócios de "agricultores, trabalhadores, inovadores e exportadores" americanos; comércio digital e serviços de pagamento eletrônico; tarifas preferenciais consideradas desleais; enfraquecimento no combate à corrupção; proteção à propriedade intelectual; acesso ao mercado de etanol; e desmatamento ilegal.

A nova tarifa é adicional às alíquotas já existentes. Com isso, um produto que atualmente paga 5% de imposto de importação passará a pagar 30%, somando a tarifa regular aos 25% adicionais.

A sobretaxa é resultado da investigação conduzida pelo USTR com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, aberta após o presidente americano Donald Trump anunciar, em julho de 2025, uma ofensiva comercial contra o Brasil.


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