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porto velho, quinta-feira 16 de julho de 2026

Enquanto o governo federal e a sua militância transformam as barreiras comerciais dos Estados Unidos em um espetáculo de retórica eleitoral e ataques pessoais a Donald Trump, um golpe econômico silencioso e devastador está sendo desferido contra o Brasil vindo do outro lado do mundo. A imposição por Pequim de uma taxa agressiva de 55% sobre as importações de carne brasileira acima da cota estabelecida expõe não apenas a fragilidade do setor produtivo, mas a hipocrisia de uma diplomacia guiada pela ideologia.
A matéria do jornalista Diogo Schelp na Veja traz à luz o que o Planalto tenta abafar sob o tapete: dezenas de frigoríficos brasileiros já estão sendo forçados a paralisar a produção e conceder férias coletivas devido ao bloqueio chinês. A lógica de Pequim é exatamente a mesma do protecionismo americano — defender produtores domésticos barram a concorrência estrangeira. A diferença crucial, no entanto, reside no comportamento do governo Lula.
Para os microfones, Lula fez de tudo para politizar as taxas americanas e partiu para a agressão verbal contra Trump. Mas diante do pragmatismo discreto e implacável da China, o que se vê é o mais absoluto e vergonhoso silêncio. A sanha arrecadatória que o governo ostenta internamente, sufocando o pagador de impostos, empalidece em uma postura de submissão no cenário internacional quando o agressor econômico é um aliado ideológico.
O setor agropecuário brasileiro continua refém de um teto calibrado para minar a nossa realidade comercial até 2028. Ao escolher o barulho contra Washington e a passividade diante de Pequim, o governo prova que sua prioridade nunca foi defender o trabalhador ou a indústria nacional, mas sim manter de pé uma narrativa política que custa caro ao futuro do Brasil.