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porto velho, quinta-feira 30 de janeiro de 2025
MUNDO-Com a chegada de mais forças russas e aumento de bombardeios nos últimos dias, o governador de Luhansk, Serhiy Gaidai, alertou neste sábado, 9, que mais pessoas precisam deixar a região no leste da Ucrânia. Segundo ele, cerca de 30% dos moradores ainda permanecem em cidades e vilarejos em toda a região e foram solicitados a sair de suas casas.
"Eles (Rússia) estão acumulando forças para uma ofensiva e vemos que o número de bombardeios aumentou", disse Gaidai à televisão pública.
Ucrânia tem alertado cada vez mais que Putin planeja intensificar os ataques no leste e no sul do país depois de retirar suas tropas de áreas ao norte da capital, Kiev.
Os Estados Unidos disseram nesta semana que Moscou provavelmente planeja enviar dezenas de milhares de soldados para o leste da Ucrânia.
A vice-primeira-ministra do país, Iryna Vereshchuk, disse que dez corredores humanitários foram acordados para a saída de pessoas em todo o país, inclusive para que as pessoas deixem o porto de Mariupol, no sul, por transporte privado.
Com sua localização estratégica na costa do Mar de Azov, Mariupol tem sido atingida por ataques russos desde o início da guerra.
Já o Ministério da Defesa russo disse neste sábado que transportou mais de oitenta moradores do distrito da margem esquerda de Mariupol na sexta-feira, 8, conforme informou a agência de notícias russa RIA.
"Todas as pessoas foram levadas para lugares seguros", citou a agência um comunicado do ministério. "Os moradores que sofreram bombardeios receberam ajuda médica qualificada por militares russos", acrescentou. A Reuters, no entanto, não pôde verificar isso imediatamente.
Moscou negou ter como alvo civis no que chama de "operação militar especial" destinada a desmilitarizar e "desnazificar" seu vizinho.
Por outro lado, a Ucrânia e seus aliados ocidentais chamam isso de pretexto infundado para a guerra.
Sirenes de ataque aéreo soaram em cidades do leste da Ucrânia, que se tornou o foco da ação militar russa nas últimas semanas após uma retirada de áreas próxima s a Kiev.