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    porto velho, quarta-feira 6 de julho de 2022

Taiwan relata dezenas de aeronaves de guerra chinesas em sua zona de defesa aérea

Segundo o Ministério de Defesa da ilha, 29 aviões de guerra da China participaram da ação militar


cnn

Publicada em: 22/06/2022 09:52:11 - Atualizado

MUNDO: Um total de 29 aviões de guerra chineses entraram na zona autodeclarada de identificação de defesa aérea de Taiwan (ADIZ) na terça-feira (21), de acordo com o Ministério de Defesa da ilha.

A pasta disse que os aviões da Força Aérea do Exército de Libertação Popular da China eram uma mistura de aeronaves de combate, de alerta e controle, de guerra eletrônica, antissubmarino e de reabastecimento aéreo.

Foi o terceiro maior número de jatos chineses entrando na zona de Taiwan em um único dia desde o início do ano e ocorre menos de um mês depois que a China enviou 30 aviões de guerra em uma missão semelhante.

Em resposta, os militares taiwaneses enviaram aeronaves de combate para alertar os jatos chineses, emitiram alertas de rádio e implantaram sistemas de mísseis de defesa aérea para monitorar as atividades, acrescentou o Ministério da Defesa.

Taiwan e China são governadas separadamente desde que os nacionalistas derrotados se retiraram para a ilha no final da guerra civil chinesa, há mais de 70 anos. Mas o Partido Comunista Chinês (PCC) vê a ilha como parte de seu território.

Pequim não descarta a possibilidade de força militar para tomar Taiwan e mantém a pressão sobre a ilha nos últimos anos com voos frequentes de aviões de guerra para a zona aérea da ilha.

Tensões no Estreito de Taiwan

A questão de Taiwan tem estado na vanguarda das relações entre China e Estados Unidos nos últimos meses.

As tensões entre Washington, que está comprometida em apoiar a autodefesa da ilha, e Pequim sobre Taiwan dominaram as manchetes no início deste mês, quando seus respectivos ministros da Defesa se reuniram na conferência de Shangri-La Dialogue em Cingapura.

Em discurso no evento, o enviado chinês, Wei Fenghe, acusou os EUA de serem um “valentão” na região e prometeu que o Exército chinês “lutaria até o fim” para impedir a independência de Taiwan.

Após a conferência, o Ministério das Relações Exteriores da China reafirmou declarações anteriores de que não considera o Estreito de Taiwan como “águas internacionais”.

Reiterando a posição de Pequim, um editorial do tablóide estatal chinês Global Times afirmou que todo o Estreito de Taiwan – o corpo de água de 180 quilômetros de largura entre Taiwan e China – está completamente sob a jurisdição de Pequim.

As ações de navios de guerra norte-americanos e estrangeiros que passam regularmente pelo estreito constituem provocações que violam a soberania chinesa, disse o Global Times.

A Marinha dos EUA vê a questão de maneira diferente, enviando regularmente navios de guerra pelo estreito, inclusive em 10 de maio, quando o cruzador de mísseis guiados USS Port Royal passou pela região.