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    porto velho, sexta-feira 3 de julho de 2026

Áudios podem indicar premeditação em atropelamento que matou idoso em PVH

Nas mensagens de voz, enviadas cerca de 25 minutos após o atropelamento, a investigada afirma que havia avisado diversas vezes que passaria com o carro pelo portão...


Redação

Publicada em: 03/07/2026 17:06:05 - Atualizado

foto - reprodução

PORTO VELHO, RO - Áudios enviados pela estudante de medicina Vitória Caroline Marangoni Schneider, de 29 anos, a um grupo de moradores do condomínio onde ocorreu o atropelamento que matou Odair Brustolin, de 68 anos, passaram a integrar o contexto das investigações conduzidas pela Polícia Civil. O caso aconteceu na quarta-feira (1º), em Porto Velho.

Nas mensagens de voz, enviadas cerca de 25 minutos após o atropelamento, a investigada afirma que havia avisado diversas vezes que passaria com o carro pelo portão do condomínio caso continuasse sendo chamada de "louca". Em um dos trechos, ela diz que os moradores já conheciam seu comportamento.

Segundo testemunhas, antes do atropelamento houve uma discussão entre a estudante e outras pessoas no local. Em seguida, ela entrou no veículo, atingiu uma residência e atropelou Odair Brustolin. A vítima foi socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.

Após o ocorrido, Vitória deixou o local e foi encontrada pela Polícia Militar na casa de um amigo. Conforme o boletim de ocorrência, ela estava exaltada e recebeu voz de prisão, sendo encaminhada ao Departamento de Flagrantes.

Para o defensor público Fábio Roberto, os áudios podem ser considerados um elemento relevante para a investigação e poderão ser analisados pela Justiça como possível indício de premeditação. Segundo ele, o caso pode ser enquadrado como homicídio triplamente qualificado, com pena que pode chegar a 30 anos de prisão, caso haja condenação.

A defesa da estudante informou que lamenta o ocorrido e afirmou que o processo seguirá os trâmites legais. Também informou que a Justiça determinou a realização de uma avaliação das condições psicológicas da investigada durante a audiência de custódia.

Vitória já havia sido presa por embriaguez ao volante em 2025. Na ocasião, firmou um Acordo de Não Persecução Penal, cumpriu as condições impostas pela Justiça e teve o processo arquivado após a extinção da punibilidade.

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