• Fundado em 11/10/2001

    porto velho, sábado 15 de junho de 2024

Pré-candidatos de esquerda vão contra Lula e ajudam a derrubar veto das saidinhas

Duarte Jr (PSB), Maria do Rosário (PT) e Tabata Amaral (PSB) vão tentar conquistar o comando de capitais brasileiras


cnn

Publicada em: 29/05/2024 09:44:45 - Atualizado

A votação que derrubou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) às saidinhas temporárias para presos encontrarem com seus familiares teve o apoio de três pré-candidatos de esquerda em capitais brasileiras.

São deputados federais que enfrentarão rivais apoiados por políticos bolsonaristas, que levantam a bandeira de mais rigor na segurança pública.

O resultado foi acachapante para o governo. Foram 314 votos entre os deputados para derrubar o veto de Lula. Apenas 126 aderiram à tese de Lula e do ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, de que seria prudente sustentar as visitas a familiares como motivo para saidinhas de presos.

O movimento pela derrubada do veto contou com 14 votos de partidos de esquerda, que pertencem à base e têm ministérios: PT, PSB e PDT.

Maria do Rosário, deputada pelo Partido dos Trabalhadores e escolhida para ser a candidata de Lula em Porto Alegre, foi uma das que defendeu a derrubada do veto dele. Ela foi a única do PT a votar a favor da derrubada do veto, contra 59 petistas que aderiram à tese do governo.

No PSB, três deputados votaram contra o veto de Lula: Tabata Amaral, pré-candidata à prefeitura da capital paulista, e Duarte Jr., escolhido para disputar a prefeitura de São Luís do Maranhão com a benção do agora ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, seu antigo correligionário.

No Senado, a base também se dividiu. Por lá, o resultado teve 11 votos para defender o veto e 52 para derrubar. Entre os que se voltaram contra Lula estão os senadores Chico Rodrigues, de Roraima, e Flávio Arns, do Paraná, que são do PSB. Outra dissidência foi o senador Fabiano Contarato, do PT do Espírito Santo.

De todos eles, Arns era o único que havia se manifestado em suas redes sociais até as 00h00 de quarta-feira (29).

“A população precisa se sentir protegida e, para isso, é preciso tornar a lei mais rígida para evitar casos como os que temos visto no decorrer dos anos, de pessoas que se utilizam desse benefício como oportunidade para cometer novos crimes”, comentou.


Fale conosco