• Fundado em 11/10/2001

    porto velho, sábado 12 de setembro de 2026

Debate esquenta corrida ao Senado com ataques, cobranças e confronto ideológico

O clima subiu de vez no confronto ideológico. Bruno Scheid fez da oposição ao PT. Luciana Oliveira reagiu, defendeu a relação com o governo Lula...


Redação

Publicada em: 12/09/2026 10:46:03 - Atualizado

Foto: Reprodução

PORTO VELHO, RO - A corrida pelas duas vagas de Rondônia no Senado ganhou temperatura na manhã de sexta-feira (11). No debate promovido pela TV Norte/SBT, compareceram oito, dos dez candidatos, que trocaram críticas, defenderam bandeiras distintas e deixaram claro que a campanha entra agora em uma fase de maior confronto político.

A BR-364 apareceu como um dos principais pontos de tensão. Aires Mota atacou a condução da concessão e cobrou transparência da bancada federal. Mariana Carvalho, Sílvia Cristina e Luciana Oliveira também defenderam revisão do contrato e redução do peso do pedágio sobre motoristas e produtores.

Na saúde, a disputa virou também uma batalha por resultados. Fernando Máximo citou sua passagem pela Secretaria de Saúde e defendeu a retomada do Opera Rondônia. Mariana lembrou recursos destinados ao novo João Paulo II, enquanto Sílvia Cristina apostou no próprio histórico de ações contra o câncer, cirurgias, reabilitação e unidades móveis.

O clima subiu de vez no confronto ideológico. Bruno Scheid fez da oposição ao PT uma de suas principais bandeiras e declarou que pretende chegar a Brasília para enfrentar a esquerda e fiscalizar recursos destinados ao estado. Luciana Oliveira reagiu, defendeu a relação com o governo Lula e cobrou responsabilidade da atual bancada na condução de temas como a BR-364.

A segurança pública também dividiu posições. Fernando Máximo defendeu redução da maioridade penal e castração química para estupradores. Bruno criticou audiências de custódia e pediu endurecimento das leis. Sílvia Cristina também falou em maior rigor penal e reforço da inteligência contra facções criminosas.

Neidinha Suruí levou ao debate temas como povos indígenas, comunidades tradicionais, mulheres e meio ambiente, enquanto Luis Fernando buscou se diferenciar pelo discurso de gestão, orçamento, infraestrutura, crédito e desenvolvimento econômico.

Aires Mota, por sua vez, criticou a polarização e defendeu que Rondônia mantenha diálogo institucional com o governo federal, independentemente de quem esteja no Palácio do Planalto.

Na reta final, cada candidato voltou à própria trincheira: saúde, segurança, produção, gestão, meio ambiente, oposição ou alinhamento com o governo federal. O debate deixou uma sinalização clara: a disputa pelo Senado em Rondônia tende a sair do terreno das apresentações e entrar definitivamente no campo dos embates diretos.

Os candidatos Acir Gurgacz-PDT e engenheiro Thúlio Santiago-Missão, não compareceram.


Fale conosco