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porto velho, sábado 12 de setembro de 2026

PORTO VELHO, RO - Claro que da porta para fora, ninguém comenta nada. Mas caminha para o rompimento a relação política entre o grupo palaciano e o candidato ao governo pelo partido comandado por Marcos Rocha, o ex-prefeito Adailton Fúria.
Uma parceria que tinha tudo para dar certo está naufragando, durante o andamento da campanha, porque o Rocha quer que Fúria defenda seu governo em áreas consideradas sensíveis e o candidato do PSD não está concordando.
As queixas são de ambos os lados. Rocha quer que Fúria use discursos em defesa da sua administração, principalmente na área da saúde, segurança e estradas. Fúria não topou.
Chegou a haver um diálogo áspero, com o candidato dizendo ao Governador que não tem como defender a saúde, por exemplo, pelo que ele está vendo no João Paulo II. Exemplificou também com o fechamento da UTI de um hospital em Cacoal que ele, Fúria, deixou pronto.
As queixas se estendem à falta de apoio da estrutura do poder (claro que dentro dos limites da legislação eleitoral) a zero recursos de apoio.
Marcos Rocha e seu grupo alegam que escolheram Fúria para sucedê-lo para que ele defenda o atual Governo, mostre o que foi feito e que daria continuidade a muitas ações da atual administração que deram certo.
Os dois não estão conversando há dias. Nos dois lados, ao que consta, não estão existindo bombeiros para tentar apagar o incêndio. A situação está por um fio. Por enquanto, só falta o anúncio oficial do rompimento.