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    porto velho, domingo 11 de outubro de 2026

Com Rondônia nas mãos, PL concentra poder político e terá de transformar vitória nas urnas em resultados

Com Marcos Rogério eleito governador, três senadores, três deputados federais e sete estaduais, partido amplia sua influência política e assume o desafio de apresentar soluções...


Redação

Publicada em: 11/10/2026 11:39:11 - Atualizado

Foto - Rondonoticias Edição IA

RONDÔNIA - O Partido Liberal (PL) saiu das eleições de 2026 com uma ampla representação política em Rondônia. A legenda conquistou o Governo do Estado, as duas vagas ao Senado em disputa, três cadeiras na Câmara dos Deputados e sete na Assembleia Legislativa. Com Jaime Bagattoli, eleito senador em 2022, o partido passa a reunir os três representantes rondonienses no Senado Federal.

O resultado coloca o PL em uma posição de destaque na política estadual e amplia as expectativas sobre a capacidade de articulação de seus representantes para enfrentar problemas históricos de Rondônia. A partir de janeiro de 2027, o governador eleito Marcos Rogério terá o desafio de coordenar sua administração e buscar soluções para demandas que envolvem infraestrutura, transporte, energia e serviços públicos.

Marcos Rogério venceu a disputa pelo governo ainda no primeiro turno, com 537.370 votos, equivalentes a 56,86% dos votos válidos. A votação garantiu ao senador o comando do Executivo estadual pelos próximos quatro anos.

No Senado, Fernando Máximo foi eleito com 570.799 votos, correspondentes a 31,97%, enquanto Bruno Scheid conquistou 474.226 votos, ou 26,56%. Os dois se juntam a Jaime Bagattoli, que já exerce mandato pela mesma legenda.

Com os três senadores vinculados ao PL, Rondônia terá uma bancada formada integralmente por parlamentares do mesmo partido, circunstância que poderá favorecer a articulação de propostas de interesse estadual, embora não elimine diferenças de posicionamento entre os representantes.

Na Câmara dos Deputados, a legenda garantiu três cadeiras. Lúcio Mosquini foi reeleito com 158.421 votos, seguido por Coronel Chrisóstomo, que recebeu 51.487 votos. Sofia Andrade também conquistou uma vaga, com 37.984 votos.

A representação na Assembleia Legislativa será formada por sete deputados estaduais: Nim Barroso, com 29.662 votos; Delegado Lucas Torres, com 28.231; Jean Mendonça, com 26.107; Luizinho Goebel, com 25.915; Dra. Taíssa Sousa, com 22.249; Alan Queiroz, com 20.836; e Wiveslando Neiva, com 18.610 votos.

Apesar da presença expressiva na Assembleia, o partido não terá, isoladamente, maioria absoluta no Legislativo estadual. A aprovação de projetos continuará dependendo de articulações políticas e do diálogo com outras bancadas.

Entre os principais desafios da próxima gestão está a situação do transporte aéreo em Rondônia. A oferta de voos e as dificuldades de conectividade com outras regiões do país estão entre as questões que exigirão articulação entre o governo estadual, a bancada federal e os setores responsáveis pela aviação.

Outro tema que deverá permanecer no centro das discussões é a cobrança de pedágio na BR-364. Os representantes eleitos terão de lidar com questionamentos sobre os valores cobrados, as condições contratuais e as possibilidades legais de revisão ou fiscalização das tarifas.

A energia elétrica também integra a agenda de preocupações. Embora Rondônia seja um estado produtor e exportador de energia, consumidores enfrentam tarifas consideradas elevadas. A busca por alternativas dependerá de iniciativas compatíveis com as competências dos órgãos reguladores e das diferentes esferas de governo.

No setor de saneamento, o futuro da Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia (Caerd) representa outro desafio para Marcos Rogério. A discussão envolve a possibilidade de privatização, mudanças administrativas e medidas para melhorar a prestação dos serviços à população.

A concentração de representantes do PL em diferentes esferas de poder também aumenta a responsabilidade política sobre o cumprimento das propostas apresentadas durante a campanha eleitoral.

O alinhamento partidário entre governador, senadores e deputados poderá facilitar o diálogo institucional, mas cada cargo possui atribuições específicas. Enquanto o Executivo será responsável pela administração estadual, os parlamentares deverão atuar na elaboração de leis, fiscalização, destinação de recursos e articulação de políticas públicas.

O cenário político nacional também poderá influenciar essas relações. A disputa presidencial entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva ainda depende do resultado do segundo turno, mas a responsabilidade dos representantes eleitos por Rondônia permanecerá independentemente de quem assumir a Presidência da República.

Com a posse prevista para janeiro de 2027, Marcos Rogério e os demais eleitos pelo PL iniciarão uma nova etapa política, marcada pela necessidade de estabelecer prioridades, apresentar metas e demonstrar resultados.

A expressiva votação recebida pela legenda nas urnas representa não apenas uma conquista eleitoral, mas também uma ampliação das responsabilidades de seus representantes diante das demandas da população de Rondônia.


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