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porto velho, terça-feira 13 de outubro de 2026

O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), se reuniu com os representantes das campanhas presidenciais do segundo turno das eleições, nesta terça-feira (13).
O encontro aconteceu após uma guinada de ofícios entre as campanhas, com ações que vão de pedidos de remoção de conteúdos publicados nas redes sociais a tentativas de cassação de chapas.
Segundo o TSE, a pauta previa discutir com os participantes:
a desinformação contra a Justiça Eleitoral: crescimento de conteúdos desinformativos entre o 1º e o 2º turnos, exposição de dados pessoais e agressões a servidoras e servidores. Foi destacada a necessidade de ações junto às militâncias para prevenir condutas que possam gerar confrontos no dia da votação.
a judicialização eleitoral: registro de 162 processos de representação e direito de resposta nos nove dias subsequentes ao 1º turno de 2026, ante 51 no mesmo período de 2022, aumento de 217,65%. Foi apontado o risco de decisões conflitantes e de restrição ao debate entre candidatos.
a proteção contra deepfakes: disponibilização de ferramentas de proteção de voz, pela ElevenLabs, e de imagem, pelo Copilot, aos candidatos à Presidência e respectivos vices. Os candidatos interessados podem procurar a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED).
o acompanhamento da apuração: convite às campanhas para acompanhar a apuração dos resultados no TSE, ao lado do presidente da Corte.
Estiveram presentes o presidente da Corte eleitoral e os ministros André Mendonça, Marco Aurélio Bellizze e a ministra Estela Aranha.
Pelo lado do senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) compareceram a advogada da campanha, Maria Claudia Bucchianeri, e o coordenador da campanha, o senador Rogério Marinho (PL-RN).
Já do lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), participaram: Fernando Neves, Henrique Neves, o ministro do Desenvolvimento Wellington Dias, Ângelo Ferraro, Miguel Novaes e o coordenador da campanha, Edinho Silva.
Duelo judicial
As ações mais recentes das campanhas aconteceram no último final de semana, quando Flávio pediu que o TSE derrubasse o canal "Exército do Lula", criado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). Segundo o candidato do PL, o canal coordenava uma estrutura de disseminação de desinformação e ataques contra ele.
Por sua vez, Lula entrou com uma representação na Justiça Eleitoral alegando que as postagens da coligação nas redes sociais sofrem de uma "seletividade algorítmica" da Meta, empresa responsável pelo Instagram e pelo Facebook, que leva à manipulação da entrega de conteúdos e acabam por beneficiar o seu principal adversário na disputa ao Palácio do Planalto.
A escalada das campanhas nos tribunais acompanha o reforço das estratégias nas redes. Lula passou a gravar vídeos em formato selfie e levou a Brasília jovens influenciadores ligados ao PT. Flávio, por sua vez, faz transmissões ao vivo de forma semanal e convoca apoiadores a ampliar o alcance de publicações a seu favor.
Agora, os dois lados trocam acusações de desinformação coordenada, uso irregular de inteligência artificial e remuneração de perfis.