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    porto velho, quarta-feira 18 de fevereiro de 2026

Cientistas descobrem como ativar sistema imunológico contra o câncer

Cientistas chineses descobrem como acordar o sistema imunológico contra o câncer...


Terra Fatos

Publicada em: 17/02/2026 15:52:16 - Atualizado

Foto: Reprodução

Pesquisadores da China identificaram um mecanismo que explica por que as principais células de defesa do corpo contra o câncer acabam “cansando” e deixando de funcionar. A descoberta, publicada em duas revistas científicas internacionais em 14 de janeiro de 2026, aponta uma possibilidade de reativar essas células e aumentar a eficácia de tratamentos como a imunoterapia e terapias com células CAR-T.

As células T CD8+, conhecidas como os “soldados” do sistema imunológico, reconhecem e atacam células tumorais, mas quando expostas por muito tempo ao câncer entram em um estado chamado exaustão, perdendo força, energia e capacidade de combate.

O estudo, liderado por Li Guideng, do Instituto de Medicina de Sistemas de Suzhou (China), em parceria com Philip D. Greenberg, do Fred Hutchinson Cancer Center (EUA), mostrou que a exaustão acontece por um “efeito dominó” interno: a estimulação constante causada pelo tumor desliga a proteína FOXO1, que funciona como coordenador da célula.

Sem FOXO1, a célula deixa de produzir a enzima KLHL6, responsável por “limpar” proteínas prejudiciais. Sem essa faxineira molecular, proteínas se acumulam e as células T perdem energia, entrando em exaustão permanente. Em laboratório, ao aumentar os níveis de KLHL6, os pesquisadores conseguiram revigorar as células T, restaurando sua capacidade de atacar tumores.

Essa descoberta é um avanço importante para a imunoterapia, que estimula o próprio sistema imunológico a combater o câncer. Hoje, parte dos tratamentos perde eficácia quando as células T entram em “cansaço terminal”.

Segundo os cientistas, aumentar a atividade da KLHL6 ou imitar sua função pode impedir que isso aconteça, tornando terapias como bloqueadores de pontos de controle imunológico, CAR-T e TCR-T mais duradouras e potentes, abrindo novas possibilidades de tratamento para pacientes oncológicos.

Com informações da Bioengineer.org


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