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porto velho, quarta-feira 29 de abril de 2026

BRASIL: O Exército Brasileiro iniciou estudos detalhados para projetar como será a força terrestre no horizonte até 2040.
O plano – batizado internamente de Força 40 – já mapeou o cenário de riscos geopolíticos pela próxima década e meia.
Os estudos vão apontar as necessidades de atualização e readequação do Exército em termos de diretrizes estratégicas, capacidades operativas, doutrina e necessidades de pessoal até 2040.
O resultado deverá orientar a elaboração dos próximos planos estratégicos da força: 2024-2027, 2028-2031, 2032-2035 e 2036-2039.
Liderado pela 7ª Subchefia do Estado-Maior do Exército (EME), que tem à frente o general de divisão Fernando Bartholomeu Fernandes, o Força 40 poderá indicar — eventualmente — necessidade de mudanças na organização territorial das tropas e ajustes em projetos estratégicos de reaparelhamento.
O essencial é “a obtenção de novas capacidades e o desenvolvimento de novas competências [que] permitirão alcançar o desenho de uma Força organizada, articulada e preparada” no horizonte até 2040, conforme se lê em um dos documentos preparatórios do plano.
Em outro documento, são abordadas oito premissas para o planejamento do Exército:
Para nortear o planejamento estratégico do Exército, foi realizado um amplo diagnóstico das principais tendências para o Brasil e o mundo no horizonte até 2040.
Mais de 350 especialistas, de diversas áreas do conhecimento, foram ouvidos durante o processo. Desse longo processo de oitiva surgiram dez características que devem afetar o ambiente operativo do Exército, segundo a própria força terrestre: