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porto velho, terça-feira 27 de janeiro de 2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) demonstrou a aliados estar preocupado com a repercussão sobre a fraude no Banco Master, com desdobramentos para além do sistema financeiro e potencial de desgaste para as instituições.
Auxiliares de Lula revelam que as críticas recaem, especialmente, sobre a condução da investigação pelo ministro Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), alvo de críticas por uma série de decisões polêmicas e interesses empresariais com os envolvidos.
O presidente esteve com o ministro do Supremo em uma conversa reservada, em dezembro do ano passado, na presença do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
O encontro, fora da agenda oficial, teve como pano de fundo uma avaliação inicial sobre o compromisso de Toffoli, mesmo após a decretação de sigilo sobre o caso. A informação foi revelada pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.
No Planalto, acredita-se que o presidente deve conversar, novamente, com Dias Toffoli, mas sem opinar sobre manter ou não o caso no Supremo.
Integrantes do STF defendem que Toffoli remeta a investigação à primeira instância do Judiciário.
A preocupação com as instituições já havia sido compartilhada por Lula antes.
Entre os pontos mais sensíveis envolvendo a atuação de Dias Toffoli estão: o sigilo imposto à investigação, a revelação de um voo particular ao lado de um advogado de um dos alvos da crise e relações de fundos ligados ao Master com um resort registrado em nome do irmão do ministro.
No campo político, aliados do governo defendem que a apuração siga sem interferências. Em entrevista à CNN, neste ano, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, comentou sobre o caso pela primeira vez.
“De novo, acho que o papel do governo - e é o que o presidente tem conduzido - é de investigar esse processo e, envolva quem envolver, tem que responder se tiverem dando causa a uma situação dessa. (…) Não cabe a nós [governo] ou a ele [presidente] ter medo ou receio de discutir isso”, disse.