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    porto velho, quinta-feira 5 de março de 2026

Kassab leva Caiado ao PSD e deixa bucha para o governador paulista Tarcísio de Freitas

O governador paulista agora terá de decidir se fará campanha para o filho do ex-chefe ou para o candidato do atual


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Publicada em: 29/01/2026 09:55:33 - Atualizado

Preso e com a comunicação limitada, Jair Bolsonaro quebrou uma perna e meia de Gilberto Kassab ao acordar num belo dia e decidir que o primogênito, Flávio Bolsonaro (PL), seria o representante da família nas eleições presidenciais de 2026.

O cacique do PSD, até onde se sabe, tinha outros planos para outubro. Um deles era usar o apoio do agro e outros setores da economia e transformar o governador Tarcisio de Freitas (Republicanos) em adversário de Lula (PT) na disputa pelo Planalto.

Kassab não deixou barato e botou para rodar o plano B. Ele acaba de filiar ao seu partido o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que não encontrou na antiga legenda, o União Brasil, o respaldo para desafiar os Bolsonaro e concorrer à Presidência.

O chefe do PSD tem nas mãos agora três possibilidades. Os (ainda) governadores Eduardo Leite (RS), Ratinho Júnior (PR) e o próprio Caiado. O que vai fazer do caldo (um super candidato? um super vice? um apoio caríssimo no segundo turno?) ninguém sabe direito. Mas algum plano ele tem.

Kassab não sobreviveu à toa a tanto tempo, tantas tempestades, e tantos pêndulos entre direita e esquerda na dinâmica da história brasileira.

A jogada deixou Tarcísio numa sinuca de bico. Não fosse Jair Bolsonaro, ele ainda seria um burocrata sem brilho à espera de uma oportunidade política. Bolsonaro botou nele a fantasia de gestor e instalou um aliado no Palácio dos Bandeirantes. Bater de frente com Flávio – logo, na decisão do ex-chefe – seria suicídio político. Sem os votos do ex-presidente, Tarcísio em 2022 não seria eleito nem síndico de prédio.

O problema é que para governar ele teve de se associar a Kassab. “Associar” é maneira de dizer. Tarcísio basicamente entregou ao seu secretário de Governo a caneta e as chaves do cofre. Pudera: sem Kassab, o carioca Tarcísio não saberia pegar o metrô da Sé até o Morumbi, onde fica a sede do Governo.


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