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porto velho, quinta-feira 12 de fevereiro de 2026

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), admitiu em nota, nesta quinta-feira (12/2), ser sócio da empresa Maridt Participações S.A. Segundo ele, os pagamentos recebidos da Maridt têm origem lícita e foram declarados à Receita Federal.
Como mostrou a coluna, porém, a empresa está registrada em uma casa, em mau estado de conservação em Marília (SP). Não há indícios de atividade empresarial no local.
Apesar da participação no resort, a Maridt informou à Receita capital social de apenas R$ 150.
Formalmente, os administradores da Maridt são os irmãos de Dias Toffoli. A casa em Marília registrada como endereço da empresa é a moradia de um deles, o engenheiro José Eugênio Dias Toffoli.
No local, a reportagem do jornal O Estado de S.Paulo conversou com a mulher de José Eugênio. Ela disse desconhecer as atividades da Maridt e até mesmo a participação do marido no Tayayá.
Na nota, Toffoli confirma ser um dos sócios da Maridt.
“O ministro Dias Toffoli faz parte do quadro societário, sendo a referida empresa administrada por parentes do ministro. De acordo com a Lei Orgânica da Magistratura, no artigo 36 da Lei Complementar 35/1979, o magistrado pode integrar o quadro societário de empresas e delas receber dividendos, sendo-lhe apenas vedado praticar atos de gestão na qualidade de administrador”, diz a nota.
A interlocutores, Toffoli teria dito que as menções a pagamentos em suas conversas com o empresário mineiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, dizem respeito às atividades dessa empresa.
A coluna confirmou, junto a fontes da Polícia Federal, o envio de um documento chamado “informação de polícia judiciária” ao gabinete do ministro Edson Fachin, na segunda-feira (9).
O documento enviado pela PF a Fachin detalha trocas de mensagens entre Vorcaro e o ministro Dias Toffoli. Segundo pessoas que tiveram acesso ao material, as evidências reunidas ali seriam suficientes para justificar o afastamento de Toffoli do caso Master, relatado por ele no STF.