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    porto velho, terça-feira 24 de fevereiro de 2026

OAB pede que STF acabe com inquérito das fake news em carta ao ministro Fachin

Petição apresentada ao presidente do Supremo diz que cenário já mudou desde a criação do inquérito e demonstra preocupação com a duração


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Publicada em: 23/02/2026 09:44:42 - Atualizado


O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pediu nesta segunda-feira, 23, ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, que seja encerrado o chamado inquérito das Fake News. A investigação foi aberta em março de 2019 e é relatada pelo ministro Alexandre de Moraes.

A solicitação acontece após Moraes tomar novas decisões no inquérito, desta vez sobre apuração a respeito de quebra de sigilo de dados dos ministros da Corte e de seus familiares. Moraes é um dos atingidos pelas quebras.

O inquérito foi instaurado de ofício pelo então presidente do STF, Dias Toffoli, e ficou conhecido como “inquérito do fim do mundo”. O objetivo é apurar a divulgação de notícias falsas, ameaças, ofensas e acusações contra ministros da Corte, além de investigar possíveis esquemas de financiamento e disseminação em massa de conteúdos considerados ilegais nas redes sociais.

Segundo o STF, a apuração busca proteger a independência do Judiciário e o Estado de Direito. Desde a abertura, o inquérito passou a abranger diferentes frentes de investigação relacionadas a ataques à Corte.

No ofício enviado a Fachin, a OAB afirma que não questiona o contexto em que o inquérito foi criado, mas avalia que o cenário que motivou a abertura já mudou. Para a entidade, é preciso garantir que a investigação siga os limites previstos na Constituição.

A Ordem demonstra preocupação com a duração do procedimento, que está prestes a completar sete anos sem previsão de conclusão. Para a OAB, o tempo prolongado pode gerar insegurança jurídica e a sensação de que o alcance da investigação não tem limites claros.

No documento, a entidade também argumenta que o objeto do inquérito se tornou amplo demais, o que dificultaria a definição precisa do que está sendo apurado. “A elasticidade excessiva do objeto investigativo, compromete a previsibilidade, fragiliza a segurança jurídica e projeta para a sociedade a percepção de um campo investigativo sem contornos suficientemente estáveis”, diz a carta de sete páginas.

Até o momento, o STF não se manifestou sobre o pedido.


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