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porto velho, sexta-feira 6 de março de 2026

Os senadores Magno Malta (PL-ES) e Eduardo Girão (Novo-CE) encaminharam nesta quinta-feira (5) um ofício ao ministro André Mendonça, relator do caso Master no STF (Supremo Tribunal Federal), pedindo a transferência para um presídio federal do empresário Daniel Vorcaro, dono da instituição financeira, e de seu cunhado Fabiano Zettel.
Os parlamentares afirmam que a medida seria necessária para garantir a integridade física dos dois investigados e evitar prejuízos às apurações da Operação Compliance Zero.
O banqueiro e o cunhado foram transferidos nesta quinta para a Penitenciária 2 de Potim, no interior de São Paulo. Os dois estavam no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Guarulhos, para onde foram levados após serem alvos de nova fase da operação Compliance Zero, na quarta-feira (4).
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“A preservação da integridade física dos investigados torna-se questão de interesse público”, dizem os senadores no documento enviado ao ministro do STF.
No ofício, eles argumentam que Vorcaro e Zettel teriam informações relevantes sobre o funcionamento da organização investigada, incluindo possíveis conexões institucionais e financeiras ainda sob apuração.
Por isso, afirmam que a transferência para um presídio federal de segurança máxima poderia garantir a proteção dos investigados e preservar a própria instrução criminal.
O pedido foi encaminhado após a morte encefálica de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, que atentou contra a própria vida após ter sido preso pela PF. O caso está sendo investigado.
O homem era apontado como o coordenador operacional do grupo denominado "A Turma", responsável por realizar consultas e extrações de dados em sistemas restritos, incluindo bases utilizadas por instituições de segurança pública e investigação policial.
Para os senadores, o episódio reforça o risco envolvendo pessoas que teriam conhecimento detalhado da estrutura e das ramificações do esquema.
"Tal fato, ocorrido em circunstâncias extremamente sensíveis, acende alerta quanto aos riscos que podem recair sobre pessoas diretamente vinculadas à estrutura investigada, especialmente aquelas que detêm informações relevantes sobre o funcionamento do esquema criminoso", citam.