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    porto velho, quinta-feira 18 de junho de 2026

Governo Federal vai fechar ponte após morte de jovem e estuda demolição no interior paulista

União avalia retirada da estrutura enquanto autoridades tentam impedir novas ocorrências na área entre Limeira e Cordeirópolis, no interior paulista


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Publicada em: 17/06/2026 09:42:59 - Atualizado


A morte da personal trainer Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo, levou o Governo Federal a acelerar medidas para impedir o acesso ao local.

A Secretaria do Patrimônio da União (SPU) anunciou que iniciou os procedimentos para bloquear completamente a entrada na estrutura e estuda até mesmo a sua demolição.

A decisão foi discutida nesta terça-feira (16) em uma reunião com representantes da SPU de São Paulo e Brasília, além de técnicos do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.

Maria Eduarda morreu no último sábado (13), após ser lançada da ponte sem estar conectada às cordas de segurança que deveriam sustentar o salto.

Maria Eduarda tinha 21 anos e morreu na manhã deste sábado (13) após ser lançada em salto de queda livre sem corda de segurança, em Limeira (SP)
Reprodução/redes sociais
Maria Eduarda tinha 21 anos e morreu na manhã deste sábado (13) após ser lançada em salto de queda livre sem corda de segurança, em Limeira (SP)

Demolição entra na lista de alternativas

Segundo a SPU, uma das possibilidades em análise é a remoção definitiva da Ponte do Esqueleto. No entanto, como uma eventual implosão depende de estudos técnicos, licenças ambientais e processos administrativos, as primeiras ações serão voltadas para impedir que pessoas continuem frequentando a área.

Ponte do Esqueleto, onde jovem morreu
Reprodução
Ponte do Esqueleto, onde jovem morreu

A proposta prevê a instalação de barreiras físicas mais resistentes e de difícil remoção, substituindo os bloqueios atuais, que frequentemente são desrespeitados por visitantes e praticantes de esportes radicais.

A ponte está localizada em um trecho ferroviário inacabado da antiga Rede Ferroviária Federal, entre Limeira e Cordeirópolis (SP). Nos últimos anos, o local se transformou em ponto de encontro para aventureiros atraídos pela altura e pela paisagem.

Histórico de impasses sobre o local

A discussão sobre o futuro da estrutura ocorre poucos dias após um novo embate entre a União e a Prefeitura de Limeira.

O Governo Federal afirmou que o acesso à ponte voltou a ser permitido após pressões de empresários da cidade, que defendiam a retomada da circulação no local. A União também destacou que nunca autorizou a realização de atividades esportivas na estrutura.

Já a Prefeitura de Limeira anunciou que pretende ingressar com uma ação judicial contra o Governo Federal por suposta omissão. A administração municipal argumenta que vinha alertando órgãos federais sobre os riscos da área e cobrando providências para evitar acidentes.

Prefeitos defendem solução permanente

Após a morte de Maria Eduarda, os prefeitos de Limeira e Cordeirópolis passaram a cobrar medidas definitivas para evitar novas tragédias.


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