Fundado em 11/10/2001
porto velho, quinta-feira 18 de junho de 2026

A morte da personal trainer Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo, levou o Governo Federal a acelerar medidas para impedir o acesso ao local.
A Secretaria do Patrimônio da União (SPU) anunciou que iniciou os procedimentos para bloquear completamente a entrada na estrutura e estuda até mesmo a sua demolição.
A decisão foi discutida nesta terça-feira (16) em uma reunião com representantes da SPU de São Paulo e Brasília, além de técnicos do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.
Maria Eduarda morreu no último sábado (13), após ser lançada da ponte sem estar conectada às cordas de segurança que deveriam sustentar o salto.

Segundo a SPU, uma das possibilidades em análise é a remoção definitiva da Ponte do Esqueleto. No entanto, como uma eventual implosão depende de estudos técnicos, licenças ambientais e processos administrativos, as primeiras ações serão voltadas para impedir que pessoas continuem frequentando a área.

A proposta prevê a instalação de barreiras físicas mais resistentes e de difícil remoção, substituindo os bloqueios atuais, que frequentemente são desrespeitados por visitantes e praticantes de esportes radicais.
A ponte está localizada em um trecho ferroviário inacabado da antiga Rede Ferroviária Federal, entre Limeira e Cordeirópolis (SP). Nos últimos anos, o local se transformou em ponto de encontro para aventureiros atraídos pela altura e pela paisagem.
A discussão sobre o futuro da estrutura ocorre poucos dias após um novo embate entre a União e a Prefeitura de Limeira.
O Governo Federal afirmou que o acesso à ponte voltou a ser permitido após pressões de empresários da cidade, que defendiam a retomada da circulação no local. A União também destacou que nunca autorizou a realização de atividades esportivas na estrutura.
Já a Prefeitura de Limeira anunciou que pretende ingressar com uma ação judicial contra o Governo Federal por suposta omissão. A administração municipal argumenta que vinha alertando órgãos federais sobre os riscos da área e cobrando providências para evitar acidentes.
Após a morte de Maria Eduarda, os prefeitos de Limeira e Cordeirópolis passaram a cobrar medidas definitivas para evitar novas tragédias.