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porto velho, sábado 11 de julho de 2026

Uma adolescente de 14 anos que encontrou o próprio nome em uma lista sexualizada atribuída a alunos do Colégio Cruzeiro voltou ao psicólogo após o caso. A mãe classifica a exposição como uma “violência imensa” e relata que outras estudantes ficaram envergonhadas e não querem mais ir à escola.
A jovem descobriu o conteúdo ao pesquisar o próprio nome no Google enquanto brincava com amigas. Ela foi uma das sete alunas ouvidas na quinta-feira (09) pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV). Ao g1, a mãe contou que a filha demorou a entender o que havia acontecido.
“Ela estava brincando com as amigas de jogar o nome dela no Google, e quando ela fez isso apareceu esse site. Ela contou de uma forma bem incrédula, acho que ela ficou sem entender quem poderia ter feito isso com ela. Ficou com raiva e incrédula”, relatou.
A lista reunia nomes de 65 estudantes do 9º ano, com idades entre 14 e 15 anos. As adolescentes foram separadas em categorias de teor sexual e depreciativo.
Segundo a mãe, a filha fez questão de prestar depoimento e tentar identificar os responsáveis. Apesar de ter retomado o acompanhamento psicológico, ela estaria lidando de forma razoável com o episódio.
A reação não foi a mesma entre todas as vítimas.
“Ela fez questão de ir na delegacia, tentar achar o responsável, então acho que ela está lidando bem com isso. Mas tem menina que reagiu muito mal, que não quer mais ir para a escola, que está envergonhada”, afirmou.
Para a mãe, a divulgação pela internet ampliou os efeitos da exposição. Ela citou a circulação dos nomes e sobrenomes das adolescentes como um dos fatores que aumentaram o alcance do conteúdo.