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porto velho, terça-feira 21 de julho de 2026

Segundo o Ministério Público de São Paulo, uma disputa no litoral paulista foi levada ao "Tribunal do Crime" do Primeiro Comando da Capital (PCC) para que a facção escolhesse quem estava certo na história. A briga envolvia uma casa de luxo que vale cerca de R$ 2 milhões, e fica localizada em Riviera de São Lourenço, na cidade de Bertioga, em São Paulo.
De acordo com a investigação, o conflito era entre Cléber Azevedo dos Santos, que estava vendendo a casa, e Marcelo de Morais Oliveira, que queria comprar o imóvel. Ambos discordavam sobre o pagamento de R$ 2 milhões, valor relacionado ao que havia sido negociado pela casa. Para resolver o conflito paralelamente, Cléber recorreu voluntariamente ao “Tribunal do Crime”, segundo os promotores.
A descoberta foi feita durante uma investigação, que revelou ligações entre empresários que supostamente lavavam dinheiro e a facção criminosa. O Ministério Público de São Paulo afirma ter encontrado provas de como a disputa teria sido resolvida através dos telefones apreendidos na operação, com mensagens e até uma gravação da reunião do caso.
Em um grupo de WhatsApp com o nome "Assunto Pertinente a casa Riviera", constava um áudio supostamente gravado durante a sessão de julgamento promovida pela facção. Para o Ministério Público, é provável que o registro tenha sido feito por Alexandre Viriato da Silva, apelidado de "Gordão".
Nesta gravação, os investigadores reconheceram vozes de supostos líderes da organização, incluindo um homem identificado apenas como "Zoio" e Antonio Carlos Sampaio (conhecido como "Compadre" ou "Kaka") que já possui condenação por envolvimento em organização criminosa.
Ligação com a facção
Segundo a apuração, Cléber teria recebido ajuda de dois nomes já conhecidos das autoridades para conseguir contato com membros do PCC: Antonio Carlos Ubaldo Júnior e Marlon Antonio Fontana. Ambos já haviam sido denunciados durante a Operação Bazaar e também foram presos preventivamente agora.
Um dos contatos fornecidos foi o de Leonardo Monteiro Moja, conhecido como "Léo do Moinho", citado como uma das figuras de comando da organização; ele também teve a prisão decretada na operação.Foi por meio dessa articulação, conforme relatam os promotores, que a briga pela propriedade passou a ser analisada dentro da estrutura que o PCC usa para arbitrar conflitos internos.