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porto velho, domingo 19 de julho de 2026

Os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro usaram as redes sociais para criticar a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deproibir visitas ao ex-mandatário por 30 dias. A decisão de Moraes ocorreu após ele descumprir uma das ordens restritivas a que está sujeito.
“Pelo que tive ciência, Alexandre proibiu, em questão de segundos após a PGR, visitas de TODOS os FILHOS ao PAI”, escreveu o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL).
Jair Renan comparou a situação de Bolsonaro com a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando esteve preso na Polícia Federal em Curitiba. “Lula, quando esteve preso, recebia político, artista, sindicalista, e ainda foi lançado candidato a presidente de dentro da cadeia. Meu pai não pode receber um abraço de um filho dentro da própria casa. É a mesma Justiça, mas a régua muda conforme o sobrenome”, argumentou.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos, afirmou que “é proibido deixar o preso incomunicável” pela Constituição. “Não que seja relevante atualmente, mas a Constituição diz que, mesmo numa situação grave, como o Estado de Defesa, ainda assim, é proibido deixar o preso incomunicável”, disse, sem citar Moraes.
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou a medida como “ilegal, desproporcional, covarde e cruel”, e acusou Moraes de agir por motivação política.
“Mais uma decisão ilegal, desproporcional, covarde e cruel. O Bolsonaro foi enterrado vivo, só com a cabeça para fora da terra, e está tomando chute na cara de Moraes. Hoje foi mais um bico na boca”, afirmou o senador.
A proibição de visitas a Bolsonaro ocorre após Flávio publicar um vídeo lendo uma carta do pai. O ex-presidente está proibido de usar as redes sociais, mesmo que por terceiros.
A defesa de Bolsonaro negou que ele tinha conhecimento de que Flávio publicaria o vídeo. Mesmo assim, Moraes entendeu que Bolsonaro descumpriu as medidas e não considerou a justificativa “plausível”. Apesar disso, ele manteve o benefício da prisão domiciliar por achar que o ato não foi grave o suficiente.