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    porto velho, domingo 13 de setembro de 2026

Fim do sigilo de Dark Horse derruba argumento de Moraes sobre parcialidade de Mendonça

Fim do sigilo de Dark Horse derruba argumento de Moraes sobre parcialidade de Mendonça


CNN

Publicada em: 12/09/2026 10:13:56 - Atualizado


A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de retirar o sigilo de investigações relacionadas ao financiamento do filme Dark Horse enfraquece o principal argumento utilizado por Alexandre de Moraes para questionar a atuação do colega no caso Banco Master.

Moraes havia acusado Mendonça de fazer uma suposta “escolha seletiva” ao determinar a abertura de parte dos documentos do processo, sustentando que informações relevantes ainda permaneciam protegidas.

O cenário, porém, mudou com a nova decisão de Mendonça. Na sexta-feira (11), o ministro ampliou a retirada de sigilo e alcançou processos relacionados ao Dark Horse, investigação que envolve o financiamento da cinebiografia de Jair Bolsonaro e apurações envolvendo Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e o deputado Mario Frias.

A medida também atingiu outras investigações derivadas do caso Master. Segundo informações divulgadas sobre a decisão, Mendonça retirou o sigilo de dezenas de procedimentos, após solicitações da Procuradoria-Geral da República e do presidente do STF, Edson Fachin.

Na prática, a abertura dos documentos do Dark Horse atinge justamente uma investigação que poderia ser utilizada politicamente para sustentar a tese de que Mendonça estaria protegendo interesses ligados ao campo político de Jair Bolsonaro. Ao contrário, a divulgação permite que o conteúdo das apurações seja conhecido e submetido ao escrutínio público.

O argumento de parcialidade, portanto, passa a enfrentar uma dificuldade adicional: se a intenção fosse proteger politicamente os investigados, a retirada do sigilo do caso Dark Horse produziria exatamente o efeito contrário.

É importante destacar que a abertura do sigilo não significa arquivamento da investigação nem conclusão de que não houve irregularidades. A apuração continua, e Flávio Bolsonaro segue investigado no caso.

O episódio aumenta a pressão dentro do STF e expõe uma disputa cada vez mais aberta entre os ministros sobre transparência, condução das investigações e limites da atuação de cada relator. Moraes chegou a criticar publicamente a forma como Mendonça conduziu a divulgação dos documentos, enquanto Fachin passou a atuar diretamente para ampliar a transparência do caso.

Com o fim do sigilo sobre o Dark Horse, a discussão deixa de ser apenas sobre o que Mendonça teria mantido sob segredo e passa a envolver também o que efetivamente está nos documentos que agora podem ser examinados publicamente.


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